29 de novembro de 2009

Atualização em Enfermagem Materna e Neonatal.



 O PROENF/Saúde Materna e Neonatal foi elaborado considerando o importante papel dos enfermeiros e enfermeiras que, nos processos de cuidar-cuidado, ensinar-aprender, pesquisar e, de trabalho, atuem sempre e cada vez mais de forma comprometida com os preceitos ético-político e técnico-científico da profissão, de forma a fortalecer a adoção de atitudes/práticas humanizadas, baseadas em evidências científicas e que fortaleçam a autonomia das mulheres-gestantes/parturientes/puérperas e o bem-estar de seus bebês, assim como a sua própria autonomia pessoal e profissional.

Mais informações acesse: http://www.sescad.com.br/

26 de novembro de 2009

Parto Humanizado no Diário de Pernambuco.


Humanamente mães.
As donas do parto.
Mulheres adeptas do parto humanizado defendem o direito da mulher de escolher como parir.


Encarar uma briga não é fácil.
Pois imagine o que é enfrentar uma luta em que em um dos lados estão o senso comum, os profissionais de saúde e as estatísticas. Do outro, uma gestante, disposta ao embate em nome de um parto normal. Pois foi o que fizeram a dentista Patrícia Carvalho Arouca e a médica da família Viviane Xavier. Ambas temiam aumentar a estatística da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável por regular as atividades das operadoras dos planos particulares, cujos levantamentos apontam para a ocorrência de cesarianas em nada menos que 85% dos partos feitos em 2008 nos hospitais privados do Brasil.


24 de novembro de 2009

Nasceu Theodoro - filho da Patricia

Theodoro nasceu hoje às 7h da manhã, no Hospital São Marcos, às vésperas de completar 40 semanas.


Por volta de meia noite a Pati começou a sentir contrações mais regulares (estava em pródromos desde a semana passada, foi muito paciente ela!), às 3h da manhã ela decidiu ir ao hospital, ao ser examinada: 8cm!
Cansada e com dores intensas pediu por analgesia e ele nasceu cerca de 1h depois.

Não sei mais detalhes do parto, mas ela me ligou (umas 10h) muito feliz, com a voz boa de quem passou por uma experiência gratificante e aguardava o retorno do baby para o quarto.

23 de novembro de 2009

Partos Naturais sob à Sabedoria e Cura da Floresta.

Com a Parteira Tradicional Dona Francisca.

26 de novembro, quinta feira.
19:30 às 22:30h




Informações e inscrições:
http://www.moradadafloresta.org/

22 de novembro de 2009

Ocitocina, o Hormônio do Amor.


A ocitocina está relacionada ao flerte, ao orgasmo e ao parto, e por isso é conhecida como hormônio do amor. Agora pesquisadores israelenses descobriram que ela também pode estar relacionada à sentimentos não muito nobres...
Leia mais aqui...

21 de novembro de 2009

PLACENTA - exposição



Exposição de impressões de placenta.
Criada por uma artista plastica que pariu naturalmente.
As placentas utilizadas são de parto naturais hospitalares e domiciliares.
Visitem!

19 de novembro de 2009

Ciência do início da Vida.

com a Dra. Eleonor Madruga Luzes

Sexta-feira dia 27/11/09 das 14h às 19:30h
Sábado dia 29/11/09 das 11h às 19:30h
Domingo dia 30/11/09 das 11h às 19:30h

Conhecimento criado pela médica e pesquisadora Dra. Eleanor Madruga Luzes, a partir de uma pesquisa transdisciplinar que já vem sendo feita há 20 anos, acerca de cinco temas centrais: concepção consciente, gestação, parto natural, aleitamento materno e três primeiros anos de vida.





GARANTA SUA VAGA!
Mais detalhes:

18 de novembro de 2009

Pela reabertura da Casa de Parto de Juiz de Fora.

"Nós, defensores do parto humanizado da cidade de Juiz de Fora e do movimento pela "Reabertura da Casa de Parto de Juiz de Fora (3ª do Brasil)" que completou 01 ano e 03 meses de fechamento, vimos através deste manifestar nosso total apoio a este Encontro - "Movimento Internacional pelo parto normal" e enfatizar a sua importância para o momento na qual estamos vivendo.



Juiz de Fora (MG) recebeu, em novembro de 2007, inúmeras pessoas comprometidas com uma melhor assistência ao parto e ao nascimento. Representantes de movimentos sociais, de diferentes esferas do governo, de associações profissionais, conselho tutelar da criança e do adolescente, movimento feminista de mulheres, participaram do Encontro Nacional pela Humanização do Parto e Nascimento e que terminou sendo referendado como o 17ª edição do Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes, organizado todos os anos pelo Instituto de Yoga e Terapias Aurora no Rio de Janeiro.


Em apenas dois dias, acumularam-se informações e relatos emocionantes que renovaram as forças de todos que acreditam que é possível nascer de forma digna e respeitosa.


Reiteramos a necessidade de uma política pública que VALORIZE a atuação das Enfermeiras Obstetras na Assistência ao Parto no Brasil, seja em maternidades, em Centros de Parto Normal e Casa de Parto.


Lutamos em total consonância com as campanhas do Ministério da Saúde em prol do parto natural, uma vez que se busca diminuir o índice de cesarianas para 15%, incluindo hospitais públicos e particulares, conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS). Defendemos o "Direito de Escolha" como a autonomia e a liberdade da mulher/casal para tomar as melhores decisões. O direito de decidir como e onde parir - no hospital, em casa de parto, em domicílio, de cócoras, de joelho, de pé, de lado etc. -, com quem parir - parteira, obstetra, acompanhada do marido, da mãe, da doula etc. - e que procedimentos deseja para si e para seu neném.


A única Casa de Parto de Juiz de Fora foi FECHADA. Mas a nossa luta vai continuar!
Queremos a sua Reabertura e mais Casas de Parto no Brasil! "


Profª Drª Betânia Maria Fernandes- docente da FACENF/UFJF
Enfermeira Obstetra

17 de novembro de 2009

Diga Não ao Ato Médico!


ATO MÉDICO FOI APROVADO NA CAMARA E AGORA VAI PARA O SENADO

Se aprovado, além de violentar os direitos de 3 milhões de profissionais da saúde, esse Projeto de Lei colocará em risco a saúde da população ao delegar aos médicos o exercício de atos privativos para os quais eles não possuem treinamento.

Os pacientes teriam que primeiro obter um diagnóstico nosológico e a respectiva *prescrição terapêutica*, emitida por um médico, para só depois poder ser atendido por um profissional da saúde, *acabando com o direito da população de ter livre acesso aos serviços dos profissionais da saúde.*

Esse Projeto de Lei transforma os profissionais da saúde em técnicos dos médicos.

*DIGA NÃO A ESSE ABSURDO!!!*
e defenda os seus, os nossos direitos dizendo não.
Faça parte dessa corrente.

16 de novembro de 2009

Parto Normal está no meu plano.


Preocupada com os altos índices de parto cesáreo na saúde suplementar, a ANS lança campanha em favor do parto normal e pela redução das cesarianas desnecessárias intitulada: "Parto normal está no meu plano".

O primeiro passo foi incentivar o envio, pelas operadoras, de uma carta elaborada pela ANS, às mulheres titulares de planos médico-hospitalares com cobertura obstétrica. O objetivo é informá-las sobre os benefícios do parto normal e os riscos das cesarianas sem indicação precisa.

As mulheres de 15 a 49 anos beneficiárias de planos como cobertura obstétrica são o público-alvo dessa campanha.

Outra medida de destaque foi a inclusão, na nova versão do Rol de Procedimentos, da cobertura dos partos feitos por enfermeira obstétrica e da presença de um acompanhante durante toda a estada da mulher no hospital, desde o momento do parto até a sua alta. A literatura médica e recentes pesquisas associam a participação da enfermeira obstétrica e a presença do acompanhante à redução do número de cesarianas.

O setor de planos de saúde do Brasil é considerado o campeão mundial de cesarianas.

A proporção de partos cesáreos na saúde suplementar brasileira chega a 80,72%, percentual totalmente discrepante em relação aos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nenhum outro país tem índices tão elevados quanto os planos de saúde brasileiros. A Holanda apresenta 14%, os EUA, 26%, e na América Latina, México e Chile têm, respectivamente, 34% e 40%.

As beneficiárias que tiverem dúvidas, sugestões e comentários ou quiserem mais informações podem ligar para o

Disque ANS 0800 701 9656 ou fazer contato através do endereço eletrônico ggtap.dipro@ans.gov.br

Fonte: ANS

15 de novembro de 2009

1º Curso de Especialização em Aleitamento Materno do País!

PROPOSTA DO CURSO

Formar especialistas em Aleitamento Materno capacitados a desenvolver atividades de docência, pesquisa e prestação de serviços em instituições voltadas para a assistência em Aleitamento Materno, em conformidade com a política nacional do Ministério da Saúde. Preparar os profissionais para a Prova de Especialista Internacional em Aleitamento Materno do IBLCE.

Coordenador: Dra. Cristiane Faccio Gomes e Dr. Marcus Renato de Carvalho

Mais informações, acesse aqui.

7 de novembro de 2009

Parto cesárea: os riscos de uma cirurgia agendada sem necessidade.

Enquanto as estatísticas mostram que a cesárea apresenta índices muito acima do recomendado pela OMS, estudo revela os riscos que um parto cirúrgico agendado pode trazer para o bebê.


Ana Paula Pontes


Se numa roda de conversa com outras mães, você perguntar quem teve parto normal, vai perceber que as estatísticas sobre o parto cesárea no mundo são mesmo alarmantes.


Dados recentes divulgados pelo The NHS INformation Centre, na Inglaterra, trouxeram preocupação aos médicos britânicos ao mostrar que 25% dos partos no Reino Unido, entre 2008 e 2009, foram cirúrgicos. Nos Estados Unidos, em 2005, esse índice já era de 30,2%.


No Brasil, os números são ainda mais assustadores. Somente no SUS, 33,25% dos partos realizados em 2008 foram cirúrgicos, de acordo com o Ministério da Saúde, o que representa cerca de 655 mil cesáreas. Todos esses dados contrariam a recomendação da Organização Mundial de Saúde, que determina que esse tipo de parto represente somente entre 10% e 15%.


O grande problema da cesárea é quando ela é eletiva (ou seja, agendada sem a mulher estar em trabalho de parto). Se houver um erro no cálculo da idade gestacional, o que é comum, o bebê pode nascer prematuro. Sem necessidade, a criança pode deixar de ganhar peso, amadurecer os pulmões, o que acontece nas últimas semanas de gravidez, e pode ter de ficar internada na UTI neonatal. Na análise britânica, das cerca de 155 mil cesarianas, uma em cada dez foi eletiva.


No tempo certo.


Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, avaliou 13.258 cesáreas eletivas. Destas, 35,8% aconteceram antes de 39 semanas, e o resultado mostrou que os bebês nascidos com 37 e 38 semanas apresentaram mais risco de complicações, entre elas problemas respiratórios e hipoglicemia. “Muitas cirurgias são feitas sem necessidade, apenas por comodismo, tanto dos pais da criança, que querem se organizar melhor, quanto dos médicos, que não precisam desmarcar consultas para realizar um parto a qualquer momento”, diz Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês (SP).
A situação é diferente, no entanto, quando a mãe entra em trabalho de parto e, no meio do caminho, é preciso realizar uma cesárea. O risco de a criança ter problemas pulmonares é menor porque, durante o processo, o bebê sofre uma compressão no útero da mãe e, segundo Pupo, há uma série de transformações que acontecem na criança de maneira que ela fica mais preparada para sobreviver fora do útero. “Não se deve interferir num processo natural, a não ser em casos específicos em que há risco de vida para a mãe e o bebê”, enfatiza o ginecologista.


A data provável dos partos é em torno de 40 semanas de gestação. E, se mãe e filho estiverem bem, esse prazo pode se estender até 41 semanas e 6 dias.


Os benefícios do parto normal.


Para o bebê: esse tipo de nascimento é bom porque segue o processo natural. Ela nasce na hora certa, a não ser nos casos de prematuros. Existem várias evidências e especulações de que o trabalho de parto não é meramente uma atitude física de expulsão do bebê, e sim uma alteração de padrão hormonal em que há liberação de hormônios pela mãe e bebê que sinalizam que o momento de nascer está chegando. Outro beneficio é que o tórax do bebê é comprimido ao passar pelo canal de parto, o que faz com que ele expulse secreções das vias respiratórias, tornando-o mais adaptado a respirar.


Para a mãe: além do aspecto psicológico, da satisfação da mulher em poder dar à luz, a recuperação é mais rápida e são menores as chances de complicações após o procedimento, como sangramentos ou infecções, por exemplo.


Quando o parto cesárea é realmente necessário?


- Quando a placenta cobre parcial ou totalmente o colo do útero, impedindo a saída do bebê, a chamada placenta prévia;
- Caso a mãe tenha herpes genital com lesão ativa até um mês antes do parto;
- Em casos raros de doenças cardíacas;
- Se o bebê está atravessado, mas antes é possível tentar ajudá-lo a ficar na posição correta;
- Nos casos em que a gestante tenha aids com carga viral muito alta ou desconhecida;
- Quando há descolamento prematuro de placenta;
- Se a abertura do colo da mãe é pequena para o bebê, algo que ocorre em menos de 5% dos partos;
- Nas situações em que o cordão umbilical penetra no canal de parto antes do bebê;
- Se há diminuição drástica no fluxo de oxigênio ou nos batimentos cardíacos, o que ocorre em apenas 1% dos partos.


6 de novembro de 2009

Parto humanizado é a melhor opção?

Acompanhada da pequena Luana, Fabiana Issa se orgulha da sua vivência como mãe e mulher quando, em casa, pode sentir o prazer de escutar o primeiro chorinho da sua filha.


Por Ivna Girão
especial para O Viver


Parto domiciliar, em casas de parto, normal, humanizado hospitalar ou até cesariana. Entre muitas opções de ‘dar à luz’, um grupo de mulheres, que frequentam o grupo Ishtar, decidiu pelo desejo de parir sem intervenções, cortes e sem a temida frieza dos centros cirúrgicos. Acompanhada da pequena Luana, Fabiana Issa se orgulha da sua vivência como mãe e mulher quando, em casa, pode sentir o prazer de escutar o primeiro chorinho da sua filha: “com o acompanhamento de obstetras de confiança, de enfermeiras e amigas, eu tive várias horas de trabalho de parto e pude parir com segurança e tranquilidade, sem cortes nem intervenções violentas. Foi tudo muito bonito e me senti empoderada, forte tanto como mãe e mulher. Foi um parto domiciliar que até hoje me emociono só em lembrar”, frisou a jovem que atualmente milita pelo fim das “desnecessárias” cesarianas feitas, segundo ela, de qualquer modo e sem recomendação, apenas por uma “comodidade médica”. Com reuniões mensais em Fortaleza, o grupo Ishtar está aberto à participação de grávidas e futuras mamães que têm a vontade de parir como ‘antigamente’.


Escutando atentamente cada dica e informação repassada no encontro com a médica obstetra, Bárbara Schwermann, que há muitos anos não faz uma cesariana, Daniele Medeiros, grávida de 35 semanas, optou pelo parto humanizado e já se prepara para a chegada ‘natural’ do seu bebê. Adepta à ideia de parir, a grávida encontrou no grupo um alento para a sua vontade em meio a tantos nãos de obstetras que, segundo ela, fazem cara ruim ao parto humanizado. “O Ishtar tem sido muito importante para eu tirar minhas dúvidas, ter mais informações e procurar especialistas que respeitem minha opção”, disse a jovem, acompanhada do esposo que também frequenta as reuniões. Fazendo roupinhas de lã para o herdeiro, a mãe fez perguntas sobre intervenções no trabalho de parto e como, com a ajuda das doulas, ela pode sentir menos dores na hora “h”. Ao seu lado, um futuro pai questionava à médica sobre como ajudar no momento do parto. “O que é uma simples conversa vira uma grande ajuda às mães apreensivas. Eu recomendo o grupo para todas as grávidas”, finalizou Daniele Medeiros.


Tentando equilibrar o desejo feminino com a preservação da saúde da criança, as participantes do Ishtar não são contra as cesarianas, apenas querem que a mulher seja respeitada em um dos momentos mais importantes da sua vida, afirmou Kelly Brasil, organizadora do grupo na capital. “Lutamos para que elas tenham o direito de parir, de ter um parto humanizado sendo com intervenções ou não. Infelizmente, vivemos em um mundo de ‘desnecessarianas’ em que muitas mulheres jovens e com saúde são obrigadas a fazer uma cirurgia, sofrerem cortes e levarem anestesias por uma praticidade médica e uma falsa economia dos planos de saúde. Onde vamos parar com tantas cesáreas e cadê o protagonismo e a participação ativa da mulher?”, questionou Kelly que, atualmente, é doula, termo usado para aquelas que se capacitam para acompanhar e ajudar no trabalho de parto.


Com os objetivos de fomentar discussões de temas sobre gravidez, parto, amamentação e cuidados com o bebê, o grupo atualmente reúne cerca de 20 mulheres e alguns pais para a promoção de um processo mais ativo da gestação assim como auxilio às gestantes na escolha do tipo de parto através de esclarecimentos, palestras, vídeos, leituras e relatos de vivências. Segundo Kelly Brasil, as reuniões mensais e a lista de e-mails são uma maneira de ajudar futuras mães a ter um maior conhecimento das “diferentes fases da gestação, incentivando a troca de experiências pessoais, com o intuito de diminuir as dúvidas e ansiedade desse momento especial para cada uma”. As reuniões trazem temáticas variadas: a próxima acontecerá no dia 21 de novembro e abordará o assunto da alimentação saudável com a presença de uma especialista.


No último dia 31 acompanhamos um encontro do Ishtar e, entre conversas sobre a fisiologia do parto, pudemos encontrar diversas historias de vida de mulheres que tiveram partos humanizados, de mães que tentaram ter um parto normal, mas não conseguiram e de outras que, já no final da gravidez, tiram as últimas dúvidas sobre o que fazer na hora em que o bebê decidir vir ao mundo. Elas compõem uma estatística pequena frente ao grande número de partos artificiais.


Contrariando recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que apenas 15% dos partos aconteçam de forma artificial, o País realiza aproximadamente 42% dos partos por cesariana no Sistema Único de Saúde (SUS). No sistema suplementar (serviços privados e planos de saúde), o número sobe e pode chegar a 89%. Em 2006, por exemplo, o número já diminuiu, mas ainda está longe do ideal: foram realizadas pelo SUS no Brasil 2.139.493 cirurgias de parto, mais de 30% foram cesarianas.


SOBRE O GRUPO ISHTAR FORTALEZA
Fundado em abril desse ano o grupo surgiu da iniciativa de duas amigas, Kelly e Semírames, que possuíam um sonho em comum: humanizar a assistência ao parto em Fortaleza. O Ishtar atua nos seguintes princípios e valores: incentivo ao parto normal e natural; ao trabalho de enfermeiras obstetras, obstetrizes, parteiras e doulas; ao atendimento multidisciplinar a gestantes, parturientes e puérperas; à desmedicalização do parto; ao parto domiciliar, casas de parto e à humanização do atendimento e da ambientação hospitalar; ao uso das melhores evidências na prática obstétrica e à observância das recomendações da Organização Mundial da Saúde e ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses e misto até dois anos de idade ou mais. “Além de tudo isso, somos amigas, torcemos umas pelas outras, acompanhamos os partos de cada uma e conversamos, desde assunto mais complexos até dúvidas mais simples de mães de primeira viagem”, disse Kelly Brasil convidando a população a participar do grupo.




3 de novembro de 2009

Recém-nascidos passam por procedimentos desnecessários.

Estudo mostra que aspiração gástrica e de vias aéreas é rotina em hospitais.

Rachel Botelho

Recém-nascidos saudáveis são submetidos a aspiração gástrica e de vias aéreas superiores -procedimentos considerados desnecessários e que envolvem riscos quando mal realizados- em hospitais públicos de São Paulo. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo feito em três unidades de saúde.

A pesquisa baseou-se em prontuários de 277 recém-nascidos no ano de 2006 de cada uma dessas instituições: um hospital típico do SUS, um hospital que recebeu o prêmio Galba de Araújo por sua proposta de parto humanizado e uma casa de parto. Os nomes das instituições não foram revelados. Os bebês nasceram de gestações de baixo risco e foram considerados vigorosos.

No hospital típico e no premiado, a aspiração gástrica foi feita em 94% e 86% dos bebês, respectivamente, enquanto a aspiração de vias aéreas ocorreu em 96% e 91% dos recém-nascidos. Em contraste, na casa de parto, a taxa de aspiração gástrica foi de apenas 0,73%, e a de vias aéreas, de 8,4%.

De acordo com a pediatra Sandra Regina de Souza, coordenadora da área de Saúde da Criança da Secretaria de Estado da Saúde e uma das autoras do trabalho, as evidências científicas mostram que a recepção de recém-nascidos saudáveis deve se restringir a secar o bebê, observar sua respiração e promover o contato com a mãe.

"Quanto menos colocar a mão no bebê, melhor. As evidências são antigas, mas as pessoas continuam fazendo o desnecessário", afirma.

Na opinião do pediatra Carlos José Silvestre Rodrigues, que é instrutor de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria, os resultados mostram que essa é uma prática cultural -e que deve ser extinta. "Aspirar os bebês é uma prática que vem de muito tempo. Hoje, depende da rotina do serviço médico", diz.

Segundo ele, o fato de os nascimentos ocorrerem por via natural nas casas de parto facilita a compressão do tórax do bebê e, consequentemente, a expulsão de líquido -o que pode explicar as baixas taxas de intervenção nessa instituição. "Na cesárea, elimina-se menos líquido, mas também é possível não aspirar esses bebês."

Sandra classifica como "surpresa árida" a pequena diferença na taxa de procedimentos do hospital premiado e do típico. "Talvez falte investimento para manter as rotinas esperadas de um hospital premiado", diz.

Para o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, consultor internacional em aleitamento, esses procedimentos representam um excesso de intervenção -o que não é necessário nem indicado e pode levar a diminuição de frequência cardíaca, espasmos de laringe, queda da pressão arterial e dificuldade de mamar nos bebês quando são mal realizados.

"O padrão da reanimação neonatal é fazê-la apenas nos bebês que não estão bem - o que não é o caso desses [avaliados na pesquisa]"
Carlos Eduardo Corrêa - pediatra

Fonte: Folha de São Paulo.

2 de novembro de 2009

Seminário de Psicopatologia Perinatal.

Objetivos:
Enfocar alguns temas da psicopatologia perinatal a partir do referencial psicanalítico. Fornecer conhecimento teórico para profissionais que desejem aperfeiçoar sua atuação junto à gestantes, parturientes, puérperas, mães e bebês em diferentes contextos. Propiciar ligações com a prática clínica e institucional de forma ampliar o olhar sobre a mesma.

12/12/09 sábado
Das 8h às 17h30

Informações, acesse aqui!

19º Encontro de Gestação e Parto Conscientes