30 de maio de 2010

Em 6 anos, 8,2 mil partos domiciliares realizados

Para quem nasceu e cresceu nas grandes cidades pode até soar estranho o fato de uma mulher grávida decidir ter o filho em casa, ao lado dos familiares. Porém, apesar dos avanços da medicina e da ampliação do sistema de saúde, as famosas parteiras continuam resistindo ao tempo e se tornando agora parceiras da rede hospitalar. No Pará, estima-se que, em média, 8,2 mil partos domiciliares foram realizados anualmente entre 2002 e 2008.

A avaliação do trabalho de incentivo às parteiras desenvolvido pelos municípios do Estado, assim como a criação de um plano de ação para melhorar o programa no Pará, será discutido durante o “Encontro Estadual de Parteiras Tradicionais: Inclusão e melhoria da qualidade da assistência ao parto e nascimento domiciliar no Sistema Único de Saúde”, que será aberto hoje no Hotel Beira Rio.

O evento é promovido pelo Ministério da Saúde e contará com a presença de médicos, enfermeiros, técnicos, agentes e, principalmente, de parteiras de 20 municípios paraenses que tenham um trabalho ativo relacionado ao parto domiciliar.

Maria da Graça Vieira, coordenadora estadual da Saúde da Mulher, da Secretaria de Estado de Saúde, diz que esse tipo de parto é realizado com maior intensidade nas áreas rurais, onde o acesso é mais difícil. Segundo ela, a Sespa realiza trabalhos de capacitação com parteiras, para qualificar o serviço. No ano passado, aproximadamente 200 parteiras foram qualificadas.

Fonte: http://www.diariodopara.com.br/N-84684-EM+6+ANOS-+8-2+MIL+PARTOS+DOMICILIARES+REALIZADOS.html

28 de maio de 2010

Pai tem que pagar para ver parto do filho.

Maternidades particulares de São Paulo cobram entre R$ 113 e R$ 147 para
acompanhante poder entrar no centro obstétrico.

Anvisa, ANS e Procon dizem que a cobrança é ilegal; pesquisa mostra que acompanhante ajuda na diminuição da dor pós-parto

A administradora de recursos humanos Roberta Meza, 41, não sabia. A secretária-executiva Patrícia Fernandes Lopes Felipe, 32, também não. Antes de ter filhos há alguns meses, as duas percorreram maternidades particulares de São Paulo para conhecer os serviços antes de decidir onde fariam o parto.
Por desconhecer a resolução que garante a presença de um acompanhante de livre escolha da mulher, pagaram R$ 147 para que os maridos assistissem ao nascimento dos bebês.

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e Procon dizem em uníssono que a cobrança é abusiva e claramente ilegal.

Pesquisa da USP mostra que diversos indicadores melhoram com a presença do acompanhante no parto, como diminuição da dor e índices menores de depressão pós-parto, por exemplo.

Ao longo da semana, a reportagem refez os passos de Roberta e Patrícia e visitou cinco maternidades paulistanas: Einstein, Pro Matre, Santa Catarina, Santa Joana e São Luiz.

Todas, menos o Einstein, cobram entre R$ 113 e R$ 147 para presença do pai na hora do parto, o que chamam de "taxa de paramentação" para cobrir os custos do avental cirúrgico.

Com o comprovante de pagamento do parto em mãos, Roberta, mãe dos gêmeos Rute e Miguel, de 11 meses, diz ter pago a taxa para o marido acompanhá-la, mas que a cobrança não foi incluída na nota fiscal emitida pela maternidade Pro Matre. "Não sabia que tinha de pagar a roupa", diz.

"O hospital não pode cobrar pelo acompanhamento do parto, nem mesmo por roupas usadas no centro cirúrgico", afirma a ANS em nota.  "A presença do acompanhante na hora do parto é um direito e é de livre
escolha da mulher", diz Andrezza Amorim, técnica da Anvisa.
Segundo a agência, denúncias sobre esse cobrança podem ser feitas à vigilância sanitária local e podem render multas de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão.

"É uma prática abusiva. Qualquer cobrança é considerada um obstáculo à garantia desse direito em lei", diz Robson Campos, diretor do Procon. Essa taxa é mais um dos serviços do pacote oferecido às mães e um indicativo do negócio que se firmou em torno do parto na rede particular.

Para gravar ou fotografar o nascimento, todas as maternidades exigem que o serviço seja feito por uma única empresa indicada, que cobra R$ 1.298. Para o Procon, a restrição deve ser previamente justificada e informada às mães e a concorrência deve ser estimulada.

Com medo de que o marido desmaiasse na hora do parto e perdesse as fotos, Patrícia, mãe de Estela, de um ano e três meses, pagou R$ 1.000 a um fotógrafo indicado pelo Hospital São Luiz.

"Se eu levasse um fotógrafo próprio, só deixariam fazer as imagens do berçário do lado de fora, pela vidraça. Mas o fotógrafo deles entrou e tirou fotos do primeiro banho. Aceitei e fiquei rendida. Naquele momento tinha outras prioridades, já estava numa fase de muito cansaço", diz Patrícia.

As maternidades também oferecem extensões do teste do pezinho, cuja detecção básica de cinco doenças, por lei, é gratuita. Para o exame de mais cinco são cobrados R$ 118 e, para 41 deficiências, R$ 428.

Gratuitas na rede pública e que devem ser aplicadas nos primeiros dias de vida, as vacinas como BCG e contra a hepatite B são cobradas em alguns hospitais, R$ 95 a dose de cada uma, como no São Luiz, e gratuitas em outras, como no Santa Catarina.

Considerado inócuo por hematologistas e geneticistas, o congelamento do sangue do cordão umbilical, rico em células-tronco, é vendido a R$ 3.500 mais R$ 570 de manutenção anual como promessa de cura de doenças.

27 de maio de 2010

Da tribo para a maternidade

No dia do Índio, o Delas conta tradições do parto indígena
Fernanda Aranda

Foram poucas mulheres. Mas elas se destacaram no universo de duas mil gestantes que todo mês chegam ao Hospital Interlagos, no extremo sul da capital paulista. Em dois anos, só quatro índias deixaram suas tribos para dar à luz aos “seus curumins” nesta unidade.

Foto: Funasa
Mulheres indígenas têm tradições durante o parto

São elas que hoje, Dia do Índio, permitem aos médicos contar algumas curiosidades da maternidade indígena.

“Quando soubemos que o hospital seria referência para índias gestantes que corriam o risco de morrer no parto, precisamos nos informar de alguns rituais desta população para que a cultura do povo indígena fosse respeitada aqui dentro”, afirma a médica Regina Honda, que coordena a maternidade do Hospital Interlagos. “Caso contrário, elas poderiam rejeitar o atendimento médico e o perigo seria enorme.”

O Hospital Interlagos faz parte de uma rede nacional que tenta garantir a saúde dos índios. No total, afirma a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) – responsável por cuidar das políticas de saúde dos inídios – são 751 postos de saúde e 60 casas de apoio. Só em São Paulo, ao menos oito hospitais tradicionais abriram as portas para tentar preservar a tradição indígena.

Enterrar a placenta

Uma das principais ameaças para as tribos é a mortalidade infantil que no ano 2000 estava em 74,1 mortes para cada mil índios nascidos vivos, quase três vezes maior do que a população em geral (25) – que já é considerada alta para os padrões mundiais. O parto é um dos grandes riscos de morte para qualquer criança e aproximar a tradição indígena das unidades tradicionais, de fato, contribuiu para melhorar os indicadores de saúde dos índios. Em 2006, último ano avaliado, a mortalidade infantil indígena havia reduzido para 42 em mil nascidos vivos.

A primeira coisa que as equipes aprenderam foi com relação à placenta. O que para a mulher branca vai para o lixo, para a indígena é sagrado, conta a médica Regina Honda. Elas enterram a placenta, no local onde dormem, para que os recém-nascidos ganhem proteção e tenham um ciclo de vida melhor. Quem deu à luz no hospital tem direto de levar a placenta para a oca.

Sopa de galinha

No Hospital Interlagos, que recebeu índias da tribo Cururu, outra particularidade das gestantes é alimentação pós-parto. Elas só podem comer sopa de galinha para preservar a fertilidade e a saúde. O cardápio da unidade foi, então, adaptado às mães.

Pergunte ao pajé
Todas que chegaram à unidade tinham uma gestação de risco (hipertensão é o principal problema enfrentado pelas mulheres). Se as condições da gravidez estivessem adequadas, elas teriam os filhos nas aldeias, como manda a tradição. O combinado é que na maternidade tradicional elas podem levar um acompanhante e um intérprete, muitas não falam português. Se no decorrer do parto seja necessário algum procedimento extra (como transfusão de sangue), o pajé da tribo sempre é consultado.

Maternidade solitária
Apesar da liberação de dois acompanhantes (para as outras gestantes só é permitido um), a experiência com as mães índias mostrou que a “regalia” não é necessária. Pelas regras deles, elas precisam ficar sozinhas. Os pais só voltam no dia da alta.

Remédio natural

A Funasa acredita que não apenas as maternidades tradicionais devem reservar espaço para a cultura indígena como também é preciso incentivar a medicina indígena. No congresso do ano passado, o foco defendido foi o da etnomedicina, técnica sobre a produção de medicamentos naturais, por meio de plantas para o tratamento de doenças.

Os caciques que participaram do evento avaliavam que o regate dos medicamentos naturais e o incentivo da produção dos mesmos protegem a população das tribos. “A gente precisa resgatar esse conhecimento, pois não podemos depender só dos remédios dos brancos. Muitos problemas de saúde, como febre, diarreia e gripe, podem ser resolvidos na aldeia com nossas plantas, sem precisar ir pra cidade” afirmou Domingos Kaxinawá (de uma tribo no Acre), na última edição da revista da Funasa.

26 de maio de 2010

Alimentação durante trabalho de parto está liberada


Crença de que mulher deve ficar em jejum para dar à luz não resiste à revisão científica de vários estudos; comida deve ser leve

Rafael Hupsel/Folha Imagem

A fisioterapeuta Luciana Morando, que almoçou e lanchou no dia do nascimento de Guilherme

JULLIANE SILVEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Em nome do conforto, vale até comer enquanto o bebê não chega. Uma revisão recente de cinco estudos científicos concluiu não haver provas de que a alimentação durante o parto normal faz mal à mulher.
O trabalho avaliou dados de 3.130 mulheres e foi publicado pela Cochrane, rede internacional de revisão de pesquisas.

A crença de que a mulher deve ficar em jejum vem dos anos 1940, quando foi levantado o alerta de que, durante uma anestesia geral, haveria maior risco de vômito e de o alimento do estômago ser aspirado pelos pulmões, causando problemas à paciente.
Mas a anestesia aplicada na gestante só atinge o abdômen e os membros inferiores, tornando mínimo o risco de reaspiração dos alimentos.



"Muitos médicos têm receio de ser necessária uma anestesia geral, mas isso é raro e atípico", diz o ginecologista Alberto d'Auria, diretor do grupo Santa Joana.

Na verdade, a alimentação pode ajudar a mulher: como ela pode esperar até 16 horas para o bebê nascer, precisa de uma fonte de energia. "Se sente fome, é sinal de que há algum nível de hipoglicemia. É mais saudável oferecer comida do que dar glicose na veia", acrescenta.
A exceção ocorre no caso de uma cesariana agendada. A cirurgia requer oito horas de jejum para alimentos sólidos e seis horas para líquidos.
"Se o parto for normal, mas houver suspeita de que a mulher não vai ter dilatação, também é melhor evitar a alimentação", diz a ginecologista Márcia da Costa, coordenadora médica da maternidade do Hospital São Luiz -unidade Itaim.

Experiência
A fisioterapeuta Luciana Morando, 27, já sabia que poderia se alimentar durante as contrações, caso sentisse fome.
Foi internada às 11h, e seu filho, Guilherme Mendes Morando, nasceu depois das 20h, tempo suficiente para ela almoçar e lanchar. "Achei importante comer. Parto é trabalho mesmo. Tive mais energia para o momento da expulsão."
Os alimentos devem ser leves como grelhados, purê, arroz e vegetais, para não piorar um eventual mal-estar causado pela dor, segundo a ginecologista Márcia da Costa. "Se ela estiver indisposta, pode tomar sopa. Vai do desejo da paciente." Se ela estiver sem apetite, o médico pode manter os níveis de glicemia com soro.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2004201004.htm

Para Pensar: O parto é um evento fisiológico, é impossível pré determinar a sua duração, dizer que um parto pode durar 16 horas é meramente uma estimativa (pra não dizer um chute). Pior que isso, prever a "falta de dilatação": falta de dilatação não existe, o que existe é falta de paciência da equipe médica para esperar o parto desenrolar como seria o natural para AQUELA mulher, única e impossível de ser enquadrada em um padrão...

25 de maio de 2010

Secretaria de Saúde altera atendimento de pré-natal - MG

Antônio Marcos Belo pretende evitar cobrança indevida de serviços oferecidos pelo SUS e dar um acompanhamento mais próximo as gestantes.



A partir da próxima segunda-feira (12), médicos da rede de obstetrícia da Santa Casa estarão realizando os pré-natais nas Unidades Básicas de Saúde (Unis) e as gestantes receberão informações sobre direitos quanto aos procedimentos do Sistema Único de Saúde.

As reclamações de cobrança indevida de serviços que são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são antigas e frequentes em Araxá. Várias pessoas denunciam médicos da Santa Casa de Misericórdia de omitirem informações e pressionarem gestantes a realizarem cesariana por R$ 1,5 mil. O secretário municipal de Saúde e gestor da Santa Casa, Antônio Marcos Belo, afirma que existem situações em que médicos que trabalham na rede municipal de saúde antecipam o parto para cobrar por um serviço que poderia ser realizado gratuitamente pelo SUS.

A cesárea é uma cirurgia de grande porte e maior risco. Sendo assim, somente deveria ser realizada no intuito de salvar a vida da mãe e/ou do bebê ou de evitar risco de dano à integridade da unidade mãe-bebê. Os índices de cesárea no país e no mundo vêm crescendo, na maioria das vezes por razões de conveniência do médico ou da mulher. Em alguns casos especiais, a cesárea é de fato necessária, mas não da forma que vem acontecendo atualmente no Brasil, onde cerca de 80% a 90% das grávidas têm sido submetidas a cesárea sem necessidade

De acordo com Belo, o médico “força a barra”, pressiona a gestante para realizar a cesariana e assim pode cobrar pelo serviço, o chamado pacotinho. “Já tive conhecimento de pelo menos três casos de cobrança de um serviço que poderia ser oferecido pelo SUS. Muitas vezes, a gestante fica confusa porque o médico que realiza o pré-natal encaminha ela com 37 semanas de gestação para realizar a cesariana e a equipe de obstetra da Santa Casa avalia e diz que tudo está tudo normalmente, que dá para esperar as 42 semanas para realizar o parto normal. Com medo de uma complicação, a gestante acaba realizando a cesariana e paga o médico pelo serviço.”

Segundo Belo, essa cobrança indevida há vários anos é uma realidade da medicina nacional. “Não é um esquema, é uma realidade da nossa medicina. O médico não obriga ninguém a pagar pelo serviço, a pessoa paga se quiser. As gestantes devem ficar atentas e não pagarem por um serviço que é oferecido pelo SUS. Mas para evitar uma eventual pressão, a Secretaria de Saúde já está tomando medidas necessárias para solucionar esse problema. Os médicos que estão forçando uma antecipação do parto para realizarem uma cesárea nós vamos tirar da rede a partir de segunda-feira (12)”, destaca o secretário.

Mudanças

Ele afirma que o SUS está estruturado na Santa Casa para atender da melhor forma possível. “Também definimos com a equipe de obstetras da Santa para realizarem o pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (Unis) e acompanharem as gestantes até o momento do parto. Com isso, teremos um acompanhamento total e vamos acabar com esse problema de antecipação de parto para cobrança de um serviço que poderia ser realizado pelo SUS. Hoje, a Santa Casa tem dono, o nosso objetivo é atender da melhor forma possível e aos poucos estamos buscando solucionar os problemas”, esclarece o secretário.

fonte: http://diariodearaxa.com.br/index.php?go=noticia&ed=17&id=3699

24 de maio de 2010

Parto humanizado no programa Mulheres - São Paulo - SP.

Teve a participação da parteria Priscila Colacioppo, que atende com a Marcia Koiffman, da Kátia Bargo, da Renata Budoia e da Luzinete Rocha com o marido Renato.

Seguem links do Youtube, por que postar 3 vídeos de uma vez, sobrecarregaria o blog.


parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=Ziuk1s5O530

parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=c5Lv_OUL_h0

parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=5OkKy_Y_2l0

23 de maio de 2010

Blog comenta artigo escrito em 1958 - Crueldade nas Maternidades.

Quem puder ler em inglês, não deixe de ler: há 52 anos já se denunciava o que o artigo chama de crueldade nas maternidades. A autora do comentário chama a atenção dos editores da revista para a crueldade ainda presente nos dias de hoje, com os mesmos requintes da época, acrescidos de "novas tecnologias". Vale a pena!
http://www.glorialemay.com/blog/?p=282

22 de maio de 2010

Novo DVD de amamentação.


AMAMENTAÇÃO SEM MISTÉRIOS
Tudo o que mães e profissionais de saúde precisam saber sobre aleitamento materno

"Alinhado com as recomendações da Organização Mundial da Saúde e com a Medicina Baseada em Evidências"

DESCRIÇÃO

Um competente time de pediatras e especialistas em amamentação apresenta de forma simples e didática as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde e as mais recentes evidências científicas em aleitamento materno.

Enquanto explicam porque amamentar, mostram a importância do apoio, ensinam a pega correta do bebê e apresentam soluções para os problemas mais comuns. No pano de fundo entram em cena casos reais e depoimentos emocionantes de mulheres brasileiras sobre as dores e as delícias da amamentação.

Dividido em sete capítulos temáticos, "Amamentação sem mistério" é uma iniciativa do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (GAMA) que tem por objetivo informar e ajudar profissionais de saúde, grupos de poio e mães que amamentam.

SITE PARA MAIORES INFORMAÇÕES E COMPRAS: http://www.maternidadeativa.com.br/aleitamento

LIINK DIRETO PARA FAZER PEDIDO: http://www.maternidadeativa.com.br/pedido.html

21 de maio de 2010

Nº de cesáreas realizadas na cidade em 2009 superou média nacional.

Piracicaba registrou no ano passado, 3.046 cesáreas contra 1.779 partos normais. O número corresponde a 63,2 % dos partos realizados no município em 2009 e supera a média nacional — 39%— e é quatro vezes mais que o preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que estabelece que o número as cesarianas deve representar até 15% dos partos. Os dados são da Vigilância Epidemiológica do Município e foram divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde. Em 2008, dos 5.080 nascidos, o número de cesarianas no município representou 61,8%.

O JP consultou três hospitais da cidade. No ano passado, o índice de parto normal na Santa Casa foi de 54%. No HFC (Hospitais dos Fornecedores de Cana), os partos normais representaram 42% e no Hospital da Unimed, 12%.

O ginecologista Guilbert Ernesto Freitas Nobre afirmou que o Ministério da Saúde tenta restringir o número de cesariana pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas o número do país ainda é elevado comparado com outros países. "Nos convênios, os índices de cesáreas chegam a ser maior. Muitos profissionais e mães preferem agendar a cirurgia", explicou.

O médico afirmou que a cesariana precisa ser indicada pelo médico. "O profissional vai verificar se há dilatação e se tem condições para realizar o parto normal que é o natural. Muitas mulheres temem a dor, mas a recuperação no parto normal é melhor e mais rápida. Na cesariana, a pós-cirurgia precisa de cuidados especiais para evitar infecções", explicou. Nobre defende programas e investimentos em políticas públicas mais próximas das gestantes para incentivar o parto normal. (Flávia Marques)



20 de maio de 2010

Reforma para atender parto humanizado.

Hospital Regional do Gama passará por reforma para a realização de partos sem cesárea. Gestantes terão quartos exclusivos, acompanhante, além da permanência do bebê no alojamento.
De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde, as cesáreas deveriam corresponder a, no máximo, 15% dos partos

Antônia Maria dos Santos, 33 anos, está no oitavo mês de gravidez. O bebê deve nascer em breve e a mãe já faz planos para o parto. “Quero que seja normal porque a recuperação é mais rápida”, acredita a doméstica, que pretende ter o bebê no Hospital Regional do Gama, cujo pronto socorro obstétrico está em reforma justamente para a realização de partos humanizados, atendendo as exigências do Ministério da Saúde (MS), que determina espaços exclusivos nos hospitais da rede pública

A obra começou há 10 dias e deve ser concluída em oito meses. Foi investido R$ 1,2 milhão no espaço que contará com um consultório com quatro salas de atendimento, 10 leitos individuais com banheiro anexo e sala de parto onde serão realizados exames antes do nascimento do bebê e o acompanhamento no pós-parto. O piso e as instalações elétricas e hidráulicas do local também serão trocados. “Depois do parto, mãe e filho permanecem juntos nos alojamentos e também será permitida a presença de um acompanhante durante todo o parto e o período de internação”, explicou o diretor geral do HRG, Robson Brito.

Em 2006, o governo federal lançou uma campanha para incentivar mães e médicos a escolherem o método natural para dar à luz aos bebês. A ideia é que todo o atendimento seja realizado na mesma sala dispensando assim a locomoção das pacientes pelos hospitais. Para o chefe da ginecologia, Humberto Carlos Albergaria de Magalhães, a reforma é muito bem vinda, pois os leitos individuais geram qualidade na realização dos partos e reduz o estresse da futuras mamães. “Ganham os profissionais e as pacientes”, afirmou Magalhães.

O HRG realiza cerca de 700 partos por mês. No ano passado foram realizadas 2.986 cesarianas e 4.116 partos normais. As cesarianas representam 43% dos partos realizados no Brasil no setor público e no privado. Nos planos de saúde, esse percentual é ainda maior, chegando a 80%. Já no Sistema Único de Saúde, as cesáreas somam 26% do total de partos. O parto normal é o mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde, as cirurgias deveriam corresponder a, no máximo, 15% dos partos.

Outras reformas nas instalações do HRG estão previstas. “O pronto socorro do centro cirúrgico, da clínica médica, da ortopedia e cirurgia geral também passarão por adaptações em breve”, adiantou o secretário de Saúde, Augusto Carvalho.

Jane Rocha - Agência Brasília

Fonte: http://www.df.gov.br/042/04299003.asp?ttCD_CHAVE=88566

19 de maio de 2010

Casa de Parto permanecerá em São Sebastião.

A Secretária Adjunta de Saúde do GDF, Alba Mirindiba Bomfim Palmeira, anunciou que a Casa de Parto de São Sebastião continuará a funcionar na cidade. A declaração foi dada em audiência pública realizada na manhã de hoje, no Fórum de São Sebastião. A reunião foi promovida pela 2.ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, com o apoio da Coordenadoria Administrativa da Promotoria de Justiça de São Sebastião. A Casa de Parto funciona há quase dez anos em São Sebastião e serve como referência para a instalação de outras casas de parto.

O Coordenador Administrativo da Promotoria de São Sebastião, Promotor de Justiça Antonio Suxberger, entregou à Secretária Adjunta de Saúde a manifestação formalizada dos integrantes da Rede Intersetorial de São Sebastião pleiteando a manutenção da Casa de Parto. A Promotora de Justiça Cátia Vergara recebeu do Presidente do Conselho Comunitário de Saúde de São Sebastião, Vilson Mesquita, abaixo-assinado com 2.229 assinaturas de moradores pedindo a manutenção da Casa de Parto na cidade.

A Coordenadora da Casa de Parto, Geruza Amaral, também entregou à Promotora de Justiça documento que relata o histórico da Casa de Parto, com dados estatísticos de atendimento e marco regulatório de sua existência. Na ocasião, foi anunciada a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta para a formalização de outras demandas dos gestores da saúde do Distrito Federal.

Também participaram da audiência o Subsecretário de Atenção à Saúde, José Carlos Quinaglia e Silva, e o Gerente de Enfermagem da Secretaria de Saúde, Wellington Antônio da Silva. A audiência teve ainda a presença de representantes da sociedade civil de São Sebastião, além de profissionais vinculados à área de saúde.

17 de maio de 2010

Abaixo-assinado pela Casa Angela

A Casa Angela, casa de parto construída e mantida pela Associação Comunitária Monte Azul na zona Sul de São Paulo, pede a ajuda de vocês para engrossar o movimento que solicita urgência na assinatura do convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde) ao secretário municipal da Saúde, Sr. Januário Montone. A assinatura desse convênio, que vem sendo sistematicamente negado pela Prefeitura, é fundamental para garantir a continuidade do funcionamento e a ampliação da capacidade de atendimento desse serviço, que já mostra resultados efetivos no atendimento à saúde da população carente da zona Sul de São Paulo.

É só clicar no link e assinar:
http://www.petitiononline.com/angela10/petition.html

Por favor, ajudem a divulgar em outras listas de parto humanizado e entre os seus contatos, parentes, amigos etc.

15 de maio de 2010

Maioria das cesáreas é marcada para antes da hora no Brasil

GABRIELA CUPANI
da Reportagem Local

 Cresce no Brasil a prática de marcar o parto para assim que a gestação completa 37 semanas, momento em que o bebê deixa de ser considerado prematuro.


Um estudo da Unifesp mostra que cerca de 60% dos nascimentos acontecem com 37 ou 38 semanas de gestação --quando a gravidez dura cerca de 40 semanas. Segundo consensos internacionais, o ideal é esperar no mínimo 39 semanas. Antes disso, aumentam as chances de complicação para o recém-nascido, como desconforto respiratório e icterícia.

"A tendência é mundial. Está havendo uma antecipação do parto. Antes, os bebês nasciam com 39 ou 40 semanas", diz Cecília Draque, neonatologista do departamento de pediatria e neonatologia da Unifesp, uma das autoras do estudo.

Segundo a pesquisa, o número crescente de cesáreas eletivas (aquelas em que é possível escolher a data) tem levado ao aumento dos partos com idade gestacional inferior à ideal.

"Hoje não se espera a mulher entrar em trabalho de parto", diz o obstetra Marcos Tadeu Garcia, diretor da clínica de ginecologia, obstetrícia e neonatologia do Hospital Ipiranga. "Médicos e mães optam pelo conforto da agenda. Isso nos assusta, porque esses bebês nascem sem estarem prontos."

Bebês que nascem antes do término da trigésima-nona semana têm mais risco de precisarem de intervenções terapêuticas do que os que nascem bem no fim da gravidez. O estudo mostra que ficam mais dias internados e vão mais para a UTI. "A interrupção da gestação antes de 39 semanas só deve ser feita com estritas indicações médicas", diz Draque.

A pesquisa seguiu mais de 6.000 recém-nascidos em uma maternidade particular de São Paulo. Os bebês não tinham anomalias congênitas e as mães passaram por pré-natal.

"Conheço casos de médicos que marcam até para a 35ª semana. Qualquer coisa é desculpa: ou vão viajar para algum congresso, ou não querem que a mãe encha a paciência deles ligando às duas da manhã. A mulher também pode insistir, às vezes a avó manda marcar, ou a mulher não aguenta mais o fim da gravidez... enfim. O bebê vai precisar de um atendimento, mas o médico já passou a responsabilidade para o berçário", diz Renato Kalil, obstetra do Hospital Albert Einstein. Segundo Kalil, 12% dos bebês não prematuros nascidos de cesárea passam pela UTI. De parto normal, só 3%. "O parto normal está mais falado, mas a indicação de cesárea continua a mesma baixaria", afirma.

"Muitas vezes a própria família pressiona o médico", afirma Renato Augusto Moreira de Sá, presidente da comissão de perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Antecipar o parto também é perigoso porque há chance de erro de cálculo da idade gestacional. Se a mulher não fez um ultrassom no início, que estima com maior precisão essa idade, ela pode estar grávida há menos tempo do que pensa.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u724808.shtml

Para Pensar: Uma gestação normal pode chegar até 42 semanas e mesmo que atinja esta data, a indicação médica adequada é induzir o trabalho de parto e não realizar a cesárea. A família não pressiona o médico quando está amparada e informada, quando se sente segura sobre o parto, e isto infelizmente as equipes médicas não fazem: educar e tranquilizar famílias. Se existe possibilidade de erro na estimativa da idade gestacional, é mais um motivo para esperar o início espontâneo do trabalho de parto, ter ou não US no início da gestação, não é determinante para o sucesso e beleza do parto normal ativo e empoderador.

14 de maio de 2010

Mulher brasileira opina pouco na escolha do parto.

Quase 90% dos nascimentos do país ocorre por cesariana.

São Paulo – O medo da dor, a preocupação com o bem-estar do bebê e com o próprio corpo são alguns dos fatores que tornam o parto um dos momentos mais delicados da gestação. Mas, com exceção da parcela da população que procura atendimento humanizado e pode pagar por ele, as brasileiras opinam pouco quando se trata de escolher a forma de parir.

A arquiteta Anna Amorim, 27 anos, sempre teve o desejo e a certeza de que teria um parto normal. Durante o pré-natal do filho Pedro, chegou a trocar de obstetra porque sentia que a cesárea era certa. O segundo médico, que atendia pelo mesmo convênio, deu um prazo: 40 semanas:

– Embora seja considerada normal uma gestação de até 42 semanas, ele avisou que não esperaria mais do que 40.

Na data marcada, ainda sem sinais do trabalho de parto, Anna foi avaliada.

– Ele disse que não ia dar certo. Eu acreditei.

Depois de passar por experiência parecida em sua primeira gravidez, a psicóloga Pérola Boudakian, 32 anos, decidiu contratar uma equipe especializada em parto humanizado para assistir ao nascimento da caçula Beatriz.

– Fui atrás do prontuário do primeiro parto e descobri que o médico havia forjado um diagnóstico para justificar a cesariana ao plano de saúde. Não quis arriscar passar por isso de novo – conta.

Pérola enfrentou 33 horas de um trabalho de parto difícil, mas fez valer sua vontade de dar à luz a filha sem cirurgia.

Humanização do parto é procurar fazer com que o nascimento seja o menos traumático possível para a mãe e o bebê, explica o obstetra Francisco Vilella. Mas isso tem um custo, que varia entre R$ 6 mil e R$ 8 mil.

– Às vezes fico mais de 12 horas acompanhando um parto – relata Vilella.

A remuneração pelo parto na saúde suplementar varia de R$ 300 a R$ 600.

– Uma coisa é ganhar esse valor com hora marcada para trabalhar, outra é viver de sobreaviso. Há 10 anos se faz campanha para diminuir as taxas de cesariana nos convênios, mas os números só crescem. Estamos em quase 90%, embora pesquisas tenham mostrado que só 30% das brasileiras fazem essa opção no início do pré-natal – afirma Olímpio de Moraes Filho, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Para ele, é preciso mudar o paradigma do atendimento obstétrico brasileiro. Uma saída para o problema seria os hospitais privados receberem verba dos convênios para manter uma equipe permanente de obstetrícia. A gestante faria o pré-natal com um grupo de médicos e o parto com aquele que estivesse de plantão.

- Pesquisa recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a mortalidade materna, a necessidade de transfusão de sangue e de internação em UTI é quase três vezes mais frequente nas cesarianas sem indicação médica do que no parto normal.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/impressa/11,2854619,157,14385,impressa.html

Nota: Nem todo parto humanizado 'custa' 6 mil reais. É possível parir com dignidade por muito menos que isso, inclusive sem pagar nada além do que se paga ao plano de saúde.

13 de maio de 2010

Parto Ativo em Instituição.

Magridt e Michel trazem à luz o pequeno Matheo.
Maternidade Lucila Balalai - Londrina - PR

12 de maio de 2010

Reformulações na Parto do Princípio.

 
 
Para quem não conhece o funcionamento da PP, vão aqui algumas explicações sobre a Rede que podem esclarecer o que será dito em seguida.

 
A PP não é uma ONG, não é uma organização formalizada. A PP é um espaço virtual, onde mulheres do Brasil todo se encontram para discutir formas de levar a informação de qualidade para as mulheres do mundo real.
Esta articulação sempre foi feita através de uma lista de discussão que desde o início da Rede aceitou todos os pedidos de ingresso. Nossa lista sempre existiu na intenção de ser um espaço para a discussão da problemática do parto no Brasil, mas mais que isso: deveria ser um espaço onde decisões são tomadas e ações são planejadas.
Evidentemente muitas amizades foram feitas naquele espaço e algumas mensagens de carater pessoal acabaram circulando na lista. Isso de forma alguma é um problema.

 
Houve um crescimento do número de inscritos na lista, mas não houve condições de redistribuição de tarefas, até por que muitos dos inscritos nunca se apresentaram ou dispuseram suas habilidades para a Rede de forma a terem seus dons aproveitados nas nossas tarefa.

 
Outra questão é: a PP não tem dono. Ou tem muitos donos. E assim a tarefa de distribuir atividades, de exigir ou cobrar resultados é praticamente impossível. Todos os resultados obtidos até agora, foram única e exclusivamente pela dedicação e empenho de cada pessoa que sentiu que assim devia ser. Sem cobranças e sem recompensas.

 
Desta forma, sentiu-se a necessidade de triar quem estava na lista para ajudar a PP (pensando, elaborando textos, saindo na rua, etc) e quem estava na lista por que simpatiza com a causa e quer estar alinhado com o pensamento da PP ou suas ações, no intuito de promover a Rede.
Pedimos então que as pessoas repensassem sua participação na lista e que nos posicionasse sobre suas intenções, respondendo se queria ser mantidas como ATIVAS (atuando em ações de várias maneiras) ou como INFO (recebendo novidades e atualiazçãoes sobre a Rede).

 
Para as pessoas que queriam apenas se manter informadas sobre a Rede, demos as seguintes opções:


Para as demais:

 
O que mudou?

A partir de agora, para entrar na rede ou receber nossos informativos, basta acessar o menu "Junte-se a Nós!" no menu superior do site. O formulário deve ser preenchido e quem optar por ser militante, entrará para a nossa lista. Para receber somente informativos, basta se cadastrar como não-militante.

 

Eu não me cadastrei no site, o que faço?

Quem ainda não se cadastrou, deve fazê-lo até dia 15/05. O link direto é http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=cadastro&ext=php .

 
Caso queira atualizar suas informações, entre em contato com contato@partodoprincipio.com.br que orientaremos você.

 

Eu quero passar a receber somente informativos, como proceder?

Entre em contato com contato@partodoprincipio.com.br nos avisando.

Quanto a lista, basta pedir a desinscrição na página do grupo, ou enviando um email para partodoprincipio-unsubscribe@googlegroups.com

 

Quem optou por receber informativos, pode voltar a trabalhar nas ações da PP?

Claro! Basta enviar um email para euqueroparticipar@partodoprincipio.com.br e solicitar a entrada na lista novamente! Orientaremos quanto à atualização dos seus dados conosco.

 
Qual o papel da militante?

Participar ativamente da lista e/ou das ações, seja produzindo idéias, textos, vídeos, arte visual ou sainda à campo. Além da possibilidade de ajudar a Rede a manter o site, o blog, os álbuns, Orkut, Twiter atualizados.

Se você gosta de ajudar a PP, mas prefere ficar "só olhando", junte-se a alguma PPzete da sua região, assim ela te mantém informado(a) sobre as ações e vocês podem trabalhar juntos!
 
A intenção desta reformulação foi a de melhorar o fluxo de mensagens e dinamizar as ações que muitas vezes ficavam perdidas após o período inicial de empolgação. Assim esperamos que mais ações aconteçam e que a PP fique em evidência em todas as mídias.

11 de maio de 2010

Gravidez Absoluta para TODAS – Um carinho de mãe para mãe.

Vamos começar uma campanha para que todas as grávidas, primeiramente do Rio de Janeiro, onde o Projeto Gravidez Absoluta nasceu, e depois de outras cidades do Brasil, tenham a chance de ter uma gestação digna, assim como garantir a saúde de seus filhos no primeiro ano de vida.

É gratificante escrever para gestantes que têm condições de oferecer para seus bebês tudo aquilo sobre o que falamos e sugerimos nas nossas matérias. Mas, melhor ainda, é poder oferecer àquelas com menos recursos a possibilidade de uma vida melhor para seus filhos no começo de suas vidas neste mundo.

Para realizarmos o nosso ideal com sucesso estamos pedindo a ajuda de vocês, mães, que sabem como é difícil criar um filho com tudo o que é preciso para seu bom desenvolvimento. É muito bom saber que nossos filhos estão bem amparados, mas saibam que, ao mesmo tempo, existem muitas mães lutando para ter um pouco de comida para dar a seus pequenos, por vezes tirando da própria boca para não deixar faltar para eles. Uma mãe entende melhor que ninguém a dor de não ter como dar qualidade de vida a seus filhos e, é por isso, que resolvi pedir essa ajuda de mãe para mãe.

Essa campanha convoca também toda a população de mães brasileiras com melhores condições de vida a doarem os enxovais e roupas que já não servem mais a seus filhos para aquelas que por vezes não têm nem o que comer. Além de roupas e objetos de higiene e puericultura, aceitamos também, leite em pó para os bebês que já passaram dos seis meses ou não se alimentam mais do leite materno.

Toda a doação deverá ser endereçada à “Campanha Gravidez Absoluta para TODAS” e entregue ou enviada aos postos de coleta relacionados no site www.gravidezabsoluta.com.br . Caso seja complicado fazê-lo desta forma, ainda haverá a possibilidade de coleta no próprio endereço, desde que esteja no Rio de Janeiro, nas regiões da Zona Sul, Barra e Recreio dos Bandeirantes. Para esta opção é necessário entrar em contato no e-mail comercial@gravidezabsoluta.com.br .

No final do mês de maio, mês das mães, serão distribuídos, na sede social da comunidade do morro Santa Marta, em Botafogo, vários kits para grávidas e mães de bebês até um ano de várias comunidades cariocas previamente cadastradas nas associações onde moram e que se afiliaram a campanha. Esses kits serão feitos com tudo o que for doado.

As grávidas que não se beneficiarem desta primeira campanha ficarão já pré-cadastradas para a próxima edição que será realizada no mês de dezembro, ou antes, caso seja possível. Os cadastros ficarão o ano inteiro disponíveis para preenchimento nas associações, para que, assim, possamos, também, ter uma maior dimensão da quantidade de mães que precisam da nossa ajuda. Essas inscrições ficarão válidas até os bebês completarem um ano.

Espero poder contar com vocês para fazer a vida de outras mães ainda mais felizes. Dar ao filho de uma mãe necessitada é o mesmo que dar em dobro a seu próprio filho. E, proporcionar um sorriso a quem tem tantos motivos para chorar faz muito bem ao coração e revigora a alma. Conto com vocês!

Sabrina Schmidt
http://www.gravidezabsoluta.com.br/
http://www.gravidezabsoluta.blogspot.com/

10 de maio de 2010

Informação para um parto seguro.

Educadora perinatal esclarece alguns mitos envolvendo o parto natural.

Patricia Merlin
Meses atrás encontrei Ana Maria na feirinha do mercado. Ela exibia uma barriga linda de final de gestação e foi impossível não perguntar a data provável do nascimento, bem como seus planos para o parto. Ela se limitou a dizer que tentaria o parto normal, sorriu meio sem graça e
continuou escolhendo suas maçãs. Entendi a atitude como uma forma de não estender o assunto e de não expôr seus planos ou sentimentos.

Hoje nos encontramos novamente, no mesmo lugar. Ela com o bebê acomodado no carrinho do mercado e o ar cansado típico das recém mães, afinal ninguém espera pela canseira que é ter um bebê tão novinho em casa, pelas noites insones e dificuldades com a amamentação. Felizmente pra isso tudo tem solução, basta buscar o apoio certo.

Perguntei sobre o nascimento e não recebi com surpresa a resposta da "circular de cordão, que nos deixou aflitos e para a qual o médico deu como solução a realização de uma cesárea". Neste momento lamentei muito não ter esticado o assunto no outro encontro, talvez pudesse ter explicado a ela que circular de cordão e outros diagnósticos muito comuns nos dias de hoje, não são indicação de cesárea. Seu olhar era de resignação.

Encontros assim são comuns pra mim e eu raramente me estendo quando percebo que a mulher não quer falar sobre o parto. A experiência contribui pra que a gente logo perceba onde existe mais medo do que fé, mais achismos do que informação, mais crença no médico do que em sí mesma.

Presença e consciência

Quando a mulher quer eu aproveito pra falar de partos lindos, da beleza do nascimento, de como é encantador presenciar uma mulher trabalhando para trazer seu filho ao mundo, de como é possível fazer do parto um momento vibrante, feliz, onde a mulher esteja presente, consciente e ativa.

A maioria das mulheres se surpreende com o fato de que não é só querer o parto pra que ele aconteça. No sistema vigente conta mais a vontade do médico do que a da mulher. Elas se surpreendem com o fato do médico não ter tocado no assunto parto até o 8º mês de gestação e só se dão conta disso quando ouvem quantas coisas é preciso saber e conhecer pra que no dia "P" (de parto), ela seja a protagonista, que não seja enganada com diagnósticos míticos (como o da circular de cordão), pra que ela se sinta segura, pra que compreenda o processo pelo qual está passando. A maioria acredita que é só chegar lá e parir.

Informação é poder. Quanto mais sabemos sobre um assunto, mais segurança e propriedade temos para decidir que caminhos devemos seguir. Uma mulher que não se informa sobre o parto como ele é (e não como os filmes, novelas e médicos tendenciosos à cesárea gostam de retratar) não tem condições de fazer escolhas. Querer parir somente, não basta. Não é qualquer parto que é bom.

Preparação de corpo e alma

Parto bom é aquele onde a mulher está segura, tranquila, amparada. É aquele onde ela pode contar com a presença do marido ou do acompanhante que ela escolher, de uma doula ou de outros profissionais que podem trazer alívio para a dor física e a dor emocional de parir. O parto é um evento intenso, é preciso preparar corpo e alma para viver a experiência de forma completa. A dor do parto é um fato. E as diferentes formas de alívio desta dor fisiológica também o são. É preciso conhecer as possibilidades para poder escolher como aliviar a dor e não escolher uma cesárea para fugir dela. Doce engando dizer que cesárea não dói. Não dói na hora, mas dói depois. É uma cirurgia de grande porte e a mulher ainda tem um bebê recém- nascido pra cuidar...

A mulher que se informa sobre o parto, não aceita a argumentação de que a cesárea é mais segura, porque ela sabe que a cesárea traz mais riscos para a mãe e para o bebê. A mulher que se informa não aceita datas limite para o nascimento de seu filho, porque ela sabe que a criança tem seu tempo e que 42 semanas é o limite que quase nenhuma delas alcança, pois os bebês nascem antes. E mesmo que chegue lá, a solução seria a indução do trabalho de parto.

A mulher que se informa não aceita uma cesárea com 39 semanas, porque ela sabe que o que conta é o bem-estar fetal. Se o bebê está bem, então tudo está bem. A mulher que se informa não aceita um parto onde a vontade do médico é que vale, não aceita comandos, nem privações, não aceita cesáreas mal indicadas durante o trabalho de parto e não expõe seu bebê a intervenções desnecessárias.

A mulher que se informa sabe que ela não é melhor que ninguém porque escolheu parir naturalmente. Mas ela sabe também que entre as escolhas que ela pode fazer pensando exclusivamente no bem-estar do seu bebê, a cesárea não é uma opção.

Informação é poder

Escolher o bom parto é uma excelente forma de iniciar a relação com um filho. O parto é transformador, fortalece a mulher, dá a ela condições de cuidar do seu bebê e formar vínculo com ele desde o primeiro minuto de vida, seja através do contato pele a pele ou através da amamentação imediata.

Informação é poder. E ela está disponível na internet, em livros de qualidade, em grupos de apoio ao parto espalhados pelo país (GAPPs). Só não tem acesso à informação quem não quer.

Ana Maria não quis a informação da primeira vez. Mas com o desenrolar da nossa conversa, na feirinha do mercado, deu pra sentir nas palavras dela o quanto ela lamentou não se aprofundar no assunto. Ela vai engravidar outra vez e aí eu espero ter a chance de falar das maravilhas do parto normal ativo e empoderador. O parto é possível pra ela, mesmo com uma cesárea anterior. Mais um mito desfeito.

Para continuar refletindo sobre o tema
GAPPs - Grupos Apoiados pela Parto do Princípio - são grupos que possuem reuniões regulares e gratuitas, onde as mulheres têm informações de qualidade, baseadas em evidências científicas sobre a gestação, parto e amamentação. Para verificar a existência de um GAPP perto de você, acesse o site (http://www.partodoprincipio.com.br/) ou o blog da Parto do Princípio (http://www.partodoprincipio.blogspot.com/)

Fonte: http://www.personare.com.br/revista/casa-e-familia/materia/548/informacao-para-um-parto-seguro  

Carta Aberta a Alexandre Garcia.

Considerações sobre a "bobagem" do Parto Humanizado
Quem está brincando com a saúde?


Caro Sr. Alexandre Garcia,

Somos mulheres ativistas da Rede Parto do Princípio, uma rede nacional, com mais de 100 mulheres por todo o Brasil, que luta para que toda mulher possa ter uma maternidade consciente e ativa através de informação adequada e embasada cientificamente sobre gestação, parto e nascimento.

É com profundo pesar que recebemos em pleno dia das mães uma fala cheia de preconceitos sobre a maternidade em um veículo de comunicação pública.

Diante de sua fala, nota-se o profundo desconhecimento das políticas de controle de infecção hospitalar, como também da legislação que garante a toda mulher o direito à presença de um acompanhante de sua livre escolha no pré-parto, parto e pós-parto imediato. Não é só uma "bobagem" do Ministério da Saúde. É lei (Lei Federal n° 11.108 de 2005). Uma lei que vem sendo sumariamente descumprida por todo o país.

Transcrição realizada a partir do áudio disponível em:
http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/mais-brasilia/MAIS-BRASILIA.htm

"[...] eu tô criticando essa bobagem do Ministério da Saúde de parto humanizado... será que vão deixar entrar um pai na sala cirúrgica pra infectar a sala cirúrgica? O pai barbudo, cabeludo, bêbado, sei lá o quê, mas enfim... hã... vestido com... com poeira da rua numa sala cirúrgica? Isso é um absurdo. Ah, mas é o parto de cócoras... tudo bem, peça para sua mulher fazer um parto de cócoras pra ver o que vai acontecer com o joelhos dela, não é índia, nã... vão... vão acabar... É um sofrimento. Ah, porque as cesárias... eu disse olha... que ele mesmo concorda que o... o serviço público as cesárias só é feita [sic] em último caso... é parto normal normalmente... não precisa ficar anunciando que o hospital do Gama vai ter isso [...]"

Existem normas de controle de infecção hospitalar que devem ser cumpridas por toda a equipe de saúde, pelos pacientes e por seus acompanhantes. Independente se são "cabeludos", "carecas" ou "barbudos". Seguidas essas normas, não há porque restringir o acesso do acompanhante. O direito da mulher não pode ser violado a partir de discriminação, de preconceito.

Várias pesquisas comprovaram que a presença do acompanhante no parto proporciona uma série de benefícios como: maior sentimento de confiança, aumento no índice de amamentação, diminuição do tempo de trabalho de parto, menor necessidade de parto cirúrgico, menor necessidade de medicação, menor necessidade de analgesia, menores índices de escores de Apgar abaixo de 7, menor necessidade de parto instrumental, menores taxas de dor, pânico e exaustão, entre vários outros benefícios. Diante desses indícios, a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza, desde 1996, a presença de um acompanhante para a parturiente.

E isso não é bobagem. São pesquisas científicas.

Hoje, existe a possibilidade da mulher escolher a melhor posição para o parto. De posse de evidências científicas, muitos profissionais não mais recomendam uma única posição, mas permitem que a mulher encontre a posição mais confortável para dar à luz. Para a posição de "cócoras", que é como são chamadas algumas posições verticalizadas, existem apoios e banquetas. Há também muitas mulheres que conseguem ficar de cócoras sem comprometer os joelhos, mesmo as não-indígenas.

"[...] O ministério da saúde não fez só isso não. O Ministério da Saúde tá estimulando agora pessoa com HIV a engravidar. Eu duvido que o Ministério da Saúde vá fazer uma... uma cesária pela terceira vez numa mulher com HIV e respingar sangue nele pra ver o que vai acontecer. É uma... é uma maluquice. Tão fazendo uma brincadeira com a saúde... Tá lá escrito na instituição a saúde é direito de todos e dever do Estado. O Estado não está cumprindo seus deveres com a saúde... e os problemas são de gestão, são administrativos.[...]"

Atualmente, diante de assistência médica adequada, nós mulheres podemos ter uma gestação e um parto mais seguros tanto para nós, quanto para os bebês. Inclusive as mulheres HIV positivas. Existem protocolos, embasados cientificamente, para os atendimentos às soro-positivas que evitam a transmissão vertical do HIV. Todos nós temos direito à reprodução. Existem também protocolos de rotinas que protegem a equipe de saúde para que não tenham contato com sangue ou secreções; e de providências caso haja algum acidente. E isso não é maluquice. É biossegurança.

E se o Estado está tomando providências para que o pai mais "barbudo" possa acompanhar sua esposa no nascimento de seu filho, e para que pessoas como eu, como os soro positivos e até como você possam ter fihos e netos em segurança, isso não é "bobagem", isso é dever do Estado.

Mas se o senhor ainda tiver críticas à "bobagem" do Parto Humanizado ou aos partos das mulheres soro positivas, por favor, embase suas considerações com argumentos fundamentados cientificamente. Porque disparar informações incorretas em meios de comunicação pública é anti-ético e um descalabro. E é vergonhoso.

Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Rede de Mulheres Parto do Princípio
http://www.partodoprincipio.com.br/

Ouça a entrevista do referido jornalista no post do dia 09/05/2010

9 de maio de 2010

Alexandre Garcia e sua "opinião" sobre o Parto Humanizado.

Ele deu a seguinte entrevista para falar de um panorama geral da saúde no Brasil, mas mencionou de forma muito desrespeitosa o parto humanizado.




Nota da Pati Merlin: No DIA DAS MÃES eu gostaria de postar algo bem LINDO que é o que merecemos. Mas infelizmente este tipo de atitude é o retrato do pensamento coletivo, leigo, preconceituoso e desinformado; e precisa ser evidenciado para que as pessoas reflitam sobre!

Estamos elaborando uma carta resposta que será disparada EM BREVE!

7 de maio de 2010

OBSTETRÍCIA: DO SONHO AO PESADELO

Artigo publicado no Jornal da USP, no qual obstetrizes recém-formadas se manifestam contra o COREN-SP.

Cláudia de Azevedo Aguiar (Obstetriz formada pela EACH-USP e mestranda da Faculdade de Saúde Pública - USP. claudia.azevedo@usp.br)
Maíra Fernandes Bittencourt (Obstetriz formada pela EACH-USP. mairafarfala@yahoo.com.br)


Em 2005, a USP, contemplando um dos projetos pedagógicos mais atualizados e modernos do ensino superior brasileiro, foi expandida com a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Dentre os cursos desta unidade, está a formação em Obstetrícia - hoje com duas turmas já formadas.

Esses profissionais, tal como definem o site da EACH e o catálogo "A Universidade e as Profissões", estão habilitados para atuar de forma autônoma ou integrada à equipe de saúde na assistência à gestação e ao trabalho de parto de baixo risco, ao parto normal e ao puerpério (pós-parto).

Para além do acréscimo de vagas na USP, a retomada do curso se deu por uma necessidade de mudanças no cenário da assistência ao parto e nascimento do país. Uma pesquisa rápida aos indicadores de saúde obstétrica e neonatal brasileiros fala por si só. Índices indiscriminados de cesarianas, associados às altas taxas de morbidade e mortalidade materna e infantil ratificam a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS) para a formação de profissionais capacitados.

Do ponto de vista legal, o profissional em Obstetrícia - denominado obstetriz – está inserido na Lei do Exercício Profissional de Enfermagem, e, portanto, deve ser registrado pelo Conselho Regional de Enfermagem (COREN). Fato é que isto só tem ocorrido via ação judicial. Os motivos? É o que se pretende abordar neste artigo.

Em suma, os alunos da primeira e segunda turma, ao se formarem, dirigiram-se ao COREN-SP para realizarem seus registros, quando foram informados de que o conselho "não reconhece" o curso. Segundo o presidente do COREN-SP, sr. Cláudio Alves Porto, a obstetriz contemplada na lei de exercício da profissão de enfermagem não é a mesma formada atualmente pela USP, mas sim aquela do já extinto curso de Obstetrícia da USP da década de 70.

Uma ação judicial fora aberta, então, pelos alunos contra o COREN-SP e, até o momento, todas as instâncias foram favoráveis aos ex-alunos. Como consequência, o conselho foi obrigado a registrá-los, sob pena de lei.

Porém, quando se esperava pela bonança, novas dificuldades surgiram, resultando numa empregabilidade desses profissionais menor do que 10%, em dois anos. Falta de conhecimento do mercado, levando a não contratação dos obstetrizes? Não apenas!

Em sua edição de novembro passado, a Revista de Enfermagem do COREN-SP divulgou uma matéria intitulada "Graduação de obstetrícia da USP Leste: esclarecimentos e alerta do COREN-SP". Nela, a idoneidade, o conteúdo e a abrangência do curso são ignorados e o profissional por ele formado é denominado incompetente e mal capacitado. Além disso, percebe-se na matéria a reiteração de argumentos inconsistentes para a não contratação de obstetrizes, já que este ato culminaria em problemas ético-institucionais para os contratantes e, no caso dos obstetrizes, o exercício ilegal da profissão.

O referido artigo alerta, ainda, para o risco do enfermeiro responsável nos campos de estágio, que ao receber os estudantes de uma profissão ilegal, termos do artigo, pode responder judicialmente pelas iatrogenias geradas em função do despreparo dos estagiários. Os alunos, ao contrário, sequer responderiam ou seriam penalizados, uma vez que não possuem uma profissão regulamentada.

Sobre a afirmação de que a(o) obstetriz possui uma profissão ilegal, basta que se consulte a já citada lei. Quanto ao risco dos profissionais de saúde cometerem iatrogenias, sabe-se que, quaisquer que seja a sua categoria, é presente e, para isso, existem os órgão regulamentadores e fiscais.

Como o próprio código de ética de enfermagem orienta, entendemos que a atuação dos profissional de saúde deverá ser, a todo momento, criteriosa, e que, inicialmente, deverá se valer da supervisão e orientação de colegas mais experientes, para que a assistência ocorra de forma segura.

Vejamos algumas contradições do sr. Porto: o conselho credencia os obstetrizes, habilitando-os para o exercício da profissão, mas, ao mesmo tempo, não os recomenda. Além disso, ao mesmo tempo em defende que o obstetriz não é enfermeiro e, portanto, não deve ser cadastrado como um, alega que o conselho não possui meios para produzir graficamente uma credencial que diferencie obstetrizes dos enfermeiros. Sendo assim, questionamos: existe alguma dúvida sobre o inevitável conflito que se faz presente e crescente? A quem este senhor está atingindo? Somente os obstetrizes? Fica aqui o nosso alerta aos enfermeiros.

Vale destacar que é de grande interesse dos obstetrizes uma cédula de registro profissional própria, já que não desejam exercer quaisquer outras atividades que não aquelas de sua competência.

Fica claro no julgamento do COREN-SP ao desqualificar os alunos e os profissionais formados em Obstetrícia, que os docentes da Universidade são incapazes de formar no sentido teórico e prático estes estudantes. Julgam que os alunos em campo de estágio e os obstetrizes já formados serão sempre despreparados para exercerem a assistência em saúde da mulher. E nos perguntamos em que momento ocorreu esta avaliação, quais os critérios utilizados e por que são tão discordantes da avaliação realizada pelos renomados docentes do curso e por diversos estudiosos da área de saúde materna e infantil.

Se o projeto pedagógico do curso de Obstetrícia não contempla todas as disciplinas e estágios da formação de enfermagem, a resposta é simples: o curso de Obstetrícia não forma enfermeiros!
Talvez o maior problema do COREN-SP, atualmente, esteja em tomar para si uma função que não lhe cabe: avaliar cursos superiores. O curso de Obstetrícia, como todos os outros cursos superiores do país, passou pelo processo de avaliação do Ministério da Educação cujo resultado foi a aprovação do seu reconhecimento, conforme Portaria CEE-GP nº 368/2008, publicada no D.O. de 23/06/2008.

Consideramos extremamente arbitrário e retrógrado dizer que os obstetrizes formados antes da década de 70 não são os mesmos profissionais formados neste novo curso. Será que o COREN-SP defende, portanto, que a formação dos profissionais é estática? Quer dizer então que os cursos de enfermagem não passaram por reformulações desde a década de 70? Será mesmo que os Conselhos devem ser conservadores ao ponto de não acompanharem as mudanças da sociedade?
Novas perspectivas, novos paradigmas implicam nas mudanças curriculares e inclusive na criação e retomada de novas profissões. E neste sentido as instituições competentes fazem seu trabalho para aperfeiçoar e melhorar estas formações, como faz a USP.

Durante o curso de obstetrícia, os estudantes são a todo momento levados a refletir sobre a importância das mudanças de paradigmas em relação ao modelo hegemônico de assistência obstétrica. Esta formação ressalta a importância de estar focado na mulher e no bebê e não apenas nas técnicas de rotina. Valoriza, ainda, que todos os procedimentos e atenções durante a assistência estejam sempre de acordo com as evidências científicas. Perguntamo-nos se o que assusta este Conselho não seria, na verdade, o questionamento do curso em relação ao atual modelo de assistência à saúde da mulher.

É extremamente frustrante que profissionais recém-formados tenham que, além de enfrentar as dificuldades para o ingresso no mercado e os conflitos entre os modelos de assistência, ter também que se defender e lutar contra quem deveria estar os apoiando. Vale lembrar que os Conselhos não precisam estar restritos a somente uma categoria, e parece ser fortalecedor e inteligente que possam abrigar categoria afins, como é o caso do CREA (Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia) e do CREFITO (Fisioterapia e Terapia Ocupacional).

Obstetrizes têm ocupado as primeiras posições em concursos públicos, no entanto, estão sendo, humilhantemente, proibidos de atuar. Quando se poderia constituir uma parceria saudável, com objetivos comuns entre estas duas categorias, percebe-se uma evidente briga política e, sobretudo, uma lamentável briga de egos. Enquanto isso, inúmeras mulheres e seus bebês - os menos beneficiados com essa união que insiste em não ocorrer – continuam carentes de mais profissionais qualificados para os assistirem.

6 de maio de 2010

Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento 2010.

Todo ano a PP comemora a SMRN com uma exposição de fotos.
Este ano a semana (16 a 23/5) tem como tema "Parir e Nascer: do Trauma ao Prazer" e a PP procurou demonstrar o prazer com as fotos de mulheres no pós-parto imediato e o trauma teve como foco alguns dos fatores que podem causar traumas físicos ou psicológicos.

A exposição acontece em várias cidades brasileiras, algumas durante todo o mês, outras somente na data oficial. Para saber mais, acesse nosso site: http://www.partodoprincipio.com.br/ (em breve).

5 de maio de 2010

Curso de Formação de Doulas de Ribeirão Preto.

Curso de Formação de Doulas de Ribeirão Preto
Despertar do Parto e GAMA
03 a 06 de JUNHO 2010


Objetivos:Formar doulas (acompanhantes de parto) aptas a acompanhar parturientes em qualquer estágio do trabalho de parto, dando conforto físico, emocional, afetivo e psicológico, proporcinando à mulher uma experiência de parto a mais positiva possível.

Local do curso:
Rua Itacolomi, 480 - Alto da Boa Vista - Ribeirão Preto - SP

Inscrições:**Clique aqui para preencher a ficha de inscrição**.

Organização: GAMA-Grupo de Apoio à Maternidade Ativa e Despertar do Parto

Dia da Parteira!

Comemora-se hoje, 5 de Maio, o Dia Internacional da Parteira, instituído em 1991, pela OMS - Organização Mundial de Saúde, para salientar a importância do trabalho das parteiras em todo o mundo na melhoria da qualidade dos cuidados oferecidos às mulheres.


Nossos parabéns às parteiras tradicionais, as obstetrizes dos tempos modernos, as enfermeiras obstétricas e aos GOs que amam partejar! Parteria é dedicação, amor e responsabilidade!

3 de maio de 2010

Novo equipamento mede a elasticidade do períneo e traz mais segurança no parto normal


O aparelho permite que a gestante fortaleça a região e evite cortes desnecessários na hora do parto


Bruna Menegueço

O Departamento de Obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) desenvolveu um aparelho que mede a elasticidade do períneo (região entre a vagina e o ânus) de gestantes. O equipamento – o primeiro no mundo criado para essa finalidade – permitirá ao obstetra avaliar com mais segurança a necessidade de uma episiotomia, corte na região realizado durante o parto normal para facilitar a passagem do bebê e evitar uma possível laceração (quando o bebê rompe). O corte pode causar demora na retomada da vida sexual, incontinência urinária e dificuldade de movimentação.

A medição poderá acontecer no terceiro trimestre de gestação. Se for constatada rigidez no períneo que possa prejudicar o parto normal, o médico indicará exercícios e massagens para melhorar a elasticidade e fortalecer a região.

Para desenvolver o modelo, a fisioterapeuta da Unifesp Miriam Zanetti e a obstetra Mary Nakamura, conduziram um estudo com 227 gestantes usando um aparelho alemão que tem a finalidade de melhorar a elasticidade da região. Miriam fez a adaptação para o novo aparelho em parceria com obstetras. "Já testamos o protótipo em algumas gestantes, e o produto se mostrou eficaz. Hoje não existe método para avaliar se é preciso ou não fazer episiotomia. Quem decide é o médico", diz Miriam. Indica-se a episiotomia quando o período expulsivo se torna muito prolongado, há sofrimento fetal, é indicado o uso de fórceps e quando o obstetra observa risco iminente de rompimento do períneo.

O novo aparelho vai ajudar o médico a tomar a decisão. Será de muito uso tanto para evitar episiotomias desnecessárias quanto para indicá-las e evitar lacerações graves.

Fonte:http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI128863-10584,00-NOVO+EQUIPAMENTO+MEDE+A+ELASTICIDADE+DO+PERINEO+E+TRAZ+MAIS+SEGURANCA+NO+PA.html

2 de maio de 2010

Humanização do parto esbarra na cultura das cesarianas

Brasil carrega o triste título de recordista mundial em partos cirúrgicos, em parte por culpa da própria classe médica


Publicado em 29/03/2010 Cecilia Valenza


Iniciativas para incentivar a humanização do parto são simples e na maioria das vezes baratas, mas ainda esbarram na cultura do parto cirúrgico. A inauguração da primeira banheira para parto na água de Curitiba, na semana passada, é um exemplo de que não é preciso muito investimento em estrutura ou equipamentos para garantir às mães o acesso a um parto seguro e com o mínimo de intervenção. Trata-se de uma banheira co­­mum, como a que qualquer pessoa pode ter em casa. Mesmo assim, a opção só está disponível em uma maternidade de Curitiba.

O exemplo ilustra a dificuldade de se superar a chamada cultura da cesariana. Apesar das constantes campanhas de incentivo ao parto natural, o Brasil ainda carrega o título de recordista em partos cesáreos. Eles representam 43% dos partos feitos no país, segundo o Ministério da Saúde, enquanto que a recomendação da Orga­­nização Mundial da Saúde é que essa porcentagem não ultrapasse os 15%.

Nos últimos anos, o governo brasileiro tem realizado uma série de ações e campanhas para tentar mudar esse quadro. No entanto, modificar a mentalidade de mães e médicos não é tarefa fácil, principalmente fora do sistema público de saúde. Cerca de 80% dos partos feitos por convênios ou particulares são cesarianas. “Há uma associação muito forte entre o parto natural e a dor. O medo de sentir dor é o principal motivo para as mães preferirem a cesariana. É preciso desmistificar isso, os conhecimentos fisiológicos avançaram muito e hoje é possível ter um parto natural, em um ambiente acolhedor com o mínimo de intervenção médica possível e sem dor, graças à analgesia”, afirma o diretor do departamento de ações programáticas e estratégicas em saúde do Ministério da Saúde, José Telles.

Além de vencer a resistência por parte das gestantes, é preciso enfrentar a outra ponta do problema: os médicos. É comum que muitos deles priorizem as cesarianas por questões de comodidade e economia de tempo. “É uma queixa frequente entre as gestantes o fato de querer o parto normal e não encontrar um médico que faça esse acompanhamento. A maioria tenta convencer a mãe a fazer uma cesárea”, conta Patrícia Bortolotto, uma das coordenadoras do Grupo Gesta Curitiba, que reúne gestantes para discussões de temas relacionados a maternidade e troca de experiências.

A engenheira mecânica Carolina Ribeiro, 34 anos, trocou de médico três vezes durante a gravidez. “Já estava com sete meses quando me convenci de que minha médica não era muito partidária da ideia de fazer um parto normal. Sempre que eu tocava no assunto ela dizia que era cedo para falar disso e não se mostrava muito entusiasmada”, conta. Descontente, ela decidiu trocar de médico. “Cheguei a ir a uma outra médica, mas também não gostei e no fim encontrei o médico que acabou fazendo meu parto. Ele é um defensor do parto natural e se dedica a isso. Foi muito tranquilo, meu parto durou 20 minutos, se tiver outro filho vou querer parto normal de novo”, diz a moça, que teve a primeira filha, Luize, em outubro do ano passado.

Para o obstetra Carlos Na­­varro, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a capacidade de reverter esse comportamento está nas próprias mulheres. “É preciso que elas se convençam das vantagens do parto natural e questionem o médico, não se acomodem”, defende. Em relação ao comportamento dos médicos, ele considera importante uma mudança na abordagem do tema desde a universidade. “Mudar a cabeça de quem já trabalha de uma certa maneira há muitos anos é difícil, por isso considero fundamental que os benefícios do parto normal sejam discutidos ainda na graduação, para que os novos médicos já tenham uma outra mentalidade”, afirma.

Para Telles, mudar uma cultura é algo que leva tempo, mas que é possível. “Veja o exemplo do alojamento conjunto. Antigamente o bebê era isolado da mãe e os pediatras defendiam que essa era a melhor conduta, hoje ninguém mais faz isso, o bebê é deixado o máximo de tempo possível com a mãe. Estamos trabalhando para que as maternidades se adequem às políticas de humanização, como a presença de um acompanhante ou adaptações físicas no ambiente de parto. São medidas simples, de baixo custo, mas que acabam tendo um impacto enorme”, afirma.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/saude/conteudo.phtmltl=1&id=987298&tit=Humanizacao-do-parto-esbarra-na-cultura-das-cesarianas

1 de maio de 2010

Parto de Famosas.

Gisele não está só!
A esposa de Érik Marmo (tá bom, o famoso é ele) teve o bebê em casa.
http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI107290-9531,00.html

A Andrea Santa Rosa (senhora Márcio Garcia) também.
http://www.caras.com.br/secoes/noticias/noticias/10590/
É interessante notar que estas mulheres não fazer barulho em torno de seus partos, mas mesmo assim muitas vezes são chamadas de "criadoras de moda" e nós, mera seguidoras... Ao menos é um bom exemplo.

E a Fernanda Lima fala sobre seu parto gemelar no programa da Ana Maria Braga. Embora aparente não ter muito esclarecimento sobre as intervenções no parto, é inegável a grandeza de parir dois... não pelo parto em sí (por que a gente ACREDITA mesmo que as mulheres são capazes de parir1, 2,3...), mas por ter conquistado este parto em tempos de cesárea por qualquer motivo mais fútil.

Tenham paciência, a primeira parte do vídeo é sobre o programa dela na Globo.
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1113291-7822-FERNANDA+LIMA+FALA+COM+ANA+MARIA+BRAGA+SOBRE+AMOR+E+SEXO,00.html