1 de outubro de 2008

27/10/06

M., linda história de vida, querendo ficar só, dispensou as mulheres da família que queriam ficar ao lado dela.
TP latente.
Depois que fui embora, no meio da madrugada, o parto no leito ao lado, a fez acordar e então o TP dela evoluiu todinho em 2 ou 3 horas e o bebê nasceu antes da virada do plantão.
Soube disso no dia seguinte, pois voltei lá pra ver como ela estava.

13/10/06

Super bebê.

J. não era mãe de primeira viagem.
O TP foi tranqüilo, com bolsa rota e bebê monitorado de vez em quando. Ela sentou na bola, tomou banho, recebeu ajuda de uma amiga que fez companhia.
Quando ela chegou aos 10cm, o GO encaminhou pro CC. As contrações pararam um pouco. Ela foi colocada na mesa de parto, deitada de barriga pra cima, como sempre. Contrações boas, a mãe fazendo força e o bebê não corava. Uma, duas, três vezes e nada.
O clima fica meio tenso, a mãe se desespera, faz uma força louca e nada... A cabeça vai e volta. Depois de muito esforço, finalmente a cabeça sai, mas o restante do corpo do bebê não... Em geral, depois que a cabeça sai, o corpo sai em uma ou duas contrações. Mas este bebê é muito grande e não sai sozinho.
O GO tenta muitas manobras, a equipe fica apreensiva, a mãe também. As respirações ficam suspensas por alguns segundos, pediatra e enfermeiras à postos. O GO tenta mover o ombro do bebê, várias vezes, com força... Até que finalmente ele nasce! Nossa, que alívio!
Já sai chorando, recebe o atendimento da pediatra, a mãe também chora, quer saber se está tudo bem...
Saio da sala de parto com o bebê... A bebê, na verdade! Pobrezinha, ficou com os braços e o tórax todo roxo, por causa do aperto da saída. Peso: 4.750gr.

A outra mulher que estava no quarto, em TP latente, não saiu da cama, só ficou conversando com a gente enquanto o TP da J. evoluía, teve uma cesárea no dia seguinte.

07/10/06

Nascimento do Luis, filho da Jacqueline e do Luizão.

Nasceu, de parto normal hospitalar, com analgesia e uso de vácuo extrator. Apresentou Apgar baixo e foi lavado pra UTI, onde permaneceu por pouco tempo.

(Não sei lembro maiores detalhes, pois esta nota foi escrita quase dois anos depois, quando da republicação do blog).

06/10/06

Gêmeos.

Eu não lembro quando foi, mas foi por estes dias...
Acompanhei uma cesárea de gêmeos.
A mulher não estava em TP, mas já tinha completado 39 semanas, estava prestes a completar 40... Isso por si só, já é uma raridade no SUS.
Todo mundo bem, os bebês nasceram ótimos, com peso de bebê a termo em gestação única. Quase 3 quilos cada um...
Foi muito legal!

30/09/06

2º Encontro do Grupo Gesta Maringá, em Londrina.

Eu, Emma e Karen fofocamos um monte, babamos no Loup e eu nem quero saber por que as outras não foram... humpf!
Brincadeira! Uma pena mesmo... Teria sido divertida a reunião dos babies do grupo!

18/09/06

Hospital Universitário.

Fui até o Hospital Universitário com o Caco e enquanto ele resolvia as coisas dele, eu dei uma passada na maternidade.
Já sabia que eles haviam montado uma sala de TP com alguns materiais, mas fui checar...
Tem bolas, banquinho de parto, barras nas paredes (pra apoio), umas cadeiras confortáveis, um cavalinho, frases de incentivo na parede, o cartaz do humanization.org.
Aí, conversando com a auxiliar que me atendeu, descobri que usam pouco a sala, por que as mulheres (não vou repetir o termo que ela usou), não gostam muito, preferem ficar no leito...
Eu: hum... mas alguém as incentiva a ficar aqui? (ah, elas ficam com acompanhante, né?).
E tem mais: o HU atende só 4 postos de saúde, a Santa Casa é que atende os outros 16...
Sei... Então por que não mandam essa parafernália pra lá???

02/08/2006

Mulheres denunciam 'indústria de partos' ao Ministério Público Federal.

Rede Parto do Princípio acusa médicos de corporativismo e Agência Nacional de Saúde (ANS) de ineficiência na regulamentação e fiscalização do sistema de atendimento ao parto no setor de saúde suplementar.
Visite o site: www.partodoprincipio.com.br

O procurador Luiz Fernando Gaspar Costa, do Ministério Público Federal, recebeu na semana passada um dossiê de 35 páginas e mais de 30 estudos científicos sobre o abuso de cesarianas no setor de saúde suplementar, que ocasiona prejuízos a milhares de mulheres e bebês.
A ação civil é uma iniciativa da rede Parto do Princípio, que reúne mais de 200 mulheres ativistas do parto normal em 16 estados do país e o Distrito Federal, e representa um grito de 'basta' da sociedade ao título brasileiro de campeão mundial de cesarianas.
"Esse documento é como uma lavagem de alma para muitas de nós, senão para todas. É a canalização eficiente da nossa indignação e a materialização de uma reivindicação que fazemos há anos", diz Roselene de Araújo, uma das participantes da rede Parto do Princípio envolvidas na elaboração da ação civil.
O dossiê denuncia o corporativismo dos médicos, a ineficiência da Agência Nacional de Saúde (ANS) na fiscalização e na regulamentação do setor, as formas como as mulheres são enganadas para aceitar a cesárea, o desrespeito à maioria das mulheres brasileiras (80%) que querem um parto normal e não conseguem, a formação intervencionista dos estudantes de medicina e a falta de ética dos médicos ao defenderem a cesárea a pedido.
O documento também compara o sistema privado de saúde (79% de cesarianas) com o público (27%) e propõe ao setor de saúde suplementar aplicar medidas já adotadas no âmbito do SUS para reduzir o número de cesarianas. Tais medidas já são práticas comuns nos países onde as taxas de cesariana são aceitáveis. "Por serem propostas que efetivamente poderão baixar os índices de cesarianas, enfrentarão muitas resistências por parte de todos aqueles que lucram com a indústria do parto cirúrgico", diz Juty Chen, que participou da elaboração da ação.
Através dessa ação civil, a Parto do Princípio pretende conseguir que o Ministério Público Federal, utilizando-se de suas competências constitucionais como defensor da sociedade, interfira junto à ANS para que exerça suas funções legais.
"A ANS é o órgão responsável pela mudança do atual quadro. Ela sabe o que ocorre, mas as providências que vem adotando para baixar os índices de cesáreas na saúde suplementar são tímidas em comparação aos interesses corporativos dos médicos e dos planos de saúde. O objetivo da nossa ação é que o MPF leve a ANS a adotar medidas rígidas, em especial algumas já adotadas pelo Governo Federal no âmbito do SUS para proteger as usuárias dos planos de saúde", diz Ana Cristina Duarte, participante da Parto do Princípio.
As afirmações e informações levadas pelo grupo ao Ministério Público possuem embasamento em estudos científicos ou foram inferidas a partir da análise de um ou mais estudos.

07/07/06

Duas L!

L. e C.
PN difícil, sem epsio e sem laceração.

L. e bb.
Menina, sogra, sem dinâmica, cesariana?

C. na saída.

Como vêem, não lembro o que aconteceu neste dia...

30/06/06

Mulher demais....

2 mulheres estavam em TP.
Logo que eu cheguei, nenhuma das duas estava sentindo muita coisa. Mas a V., estava enrolada em cobertas, encolhida e sentindo muita pena de si mesma. A mãe dela também estava deixando o clima bem pesado, falando de dor e sofrimento o tempo todo. Conversei muito com as duas sobre esta postura, mas não adiantou muito e de vez em quando a sogra também entrava pra reforçar o coro.
De qualquer maneira, consegui tirá-la daquela cama um pouco, ela tomou banho, tentou fazer alguns exercícios, sentou na bola, etc. Mas apesar da evolução dela estar boa, nada diferente do esperado, ela não acreditava nisso. Pra ela, estava demorando demais e iam todos sofrer muito, uma tragédia anunciada!
Não sei o que aconteceu na portaria, por que não deixam passar mais de um acompanhante por paciente, mas a sala de TP tava uma bagunça neste dia! O GO veio e mandou os excessos embora, mas a sogra da V. conseguiu voltar!!!
A maternidade estava lotada e tinha mulher que já tinha parido, alojada na sala de TP, com neném e acompanhante, um converseiro, um barulho, ninguém merece.
Enfim, a V. acabou encaminhada pra uma cesárea. Por que já era quase meia noite, o TP deu uma estacionada, ela estava reagindo mal (psicologicamente), a mãe pressionando, a sogra também... Aff!

Enquanto eu tentava atender a V. (que não queria muita conversa e além de tudo, colocava a culpa do sofrimento do TP no fato de ser obesa), eu acudia a J. também.
Segundo bebê, ela não relatou contrações intensas em nenhum momento. Quando cheguei ela estava deitada, aceitou tomar um longo banho e ficar numa posição verticalizada. Ela respirava com um certo ritmo e isso ajudava a ter algum controle sobre as contrações.
Também ficou na bola, quicando e achando graça. Logo ela sentiu vontade de fazer força e quando vieram tocar, o bebê já estava no canal de parto. Fomos para o centro cirúrgico e ela não precisou fazer força durante o expulsivo, embora estivesse sendo assistida por um estagiário (e o residente) e o cara não tivesse muito domínio da coisa... nervoso, trêmulo, falando bobagens... ai, ai...

Eu já estava querendo ir embora, quando passei pela sala de espera e dei com duas barrigudas (uma conhecida e outra não). A conhecida é a C., já falei dela aqui, vive no hospital, por conta de uma infecção urinária que não sara nunca.
A K. estava com contrações próximas e ritmadas. Segundo bebê também. E quando o residente tocou, constatou uma dilatação de 9cm. Aí, caiu na besteira de levar ela direto pro CC. Lá as contrações pararam completamente. Fizeram ela deitar e colocar as pernas no estribo, antes da dilatação completa. Quando eu cheguei no CC, ela já estava assim e eu não tenho tanta moral pra mudar uma situação já definida... Se pelo menos fosse o GO e não residente, eu teria tentado.
Mas enfim, durante as contrações ela não tinha o que fazer, além de gritar, por que não tinha mobilidade nenhuma, nenhum controle. Eles fizeram tudo errado desta vez, pedindo pra ela empurrar, forçando o término da dilatação. Na hora de aparar, o cara mal pegava no bebê direito, aquilo demorou uma eternidade! Eu detestei presenciar isso.... E nem tive tempo de conversar com o GO sobre o que aconteceu!
Mas no fim, uma laceração bem pequena e um bebê saudável...

16/06/06

Sem TP’s...

Foram 3 nascimentos durante todo o dia e eu não peguei nenhum...
Também não fiquei muito lá, por que não tinha o que fazer.
Tô pensando seriamente em começar a ir de manhã pra lá, assim consigo acompanhar todos os TP’s do dia...

09/06/06

Era noite de lua, mas a maternidade tava vazia...

Eu mal tive tempo de chegar, não li o prontuário e já fiquei com a A., TP avançado, dores lombares intensas, pedindo ajuda... Ela parecia uma gata, subia e descia do leito como se nem estivesse com aquela barrigona.
Eu disse pra ela o que ia fazer e que se ela aceitasse, se quisesse se ajudar, ia ser muito bom. Ela nem pestanejou.
Saiu da cama, acocorou durante a primeira contração, mas ainda muito tensa, pedia pelo amor de deus pra eu fazer alguma coisa, ela se mexia muito rápido, parecia que ia sair correndo a qualquer momento... No intervalo eu pedi pra ela se acalmar, que eu faria tudo o que eu pudesse, que as contrações não iam desaparecer, mas que ela podia aprender a lidar com elas e tal.
Ela disse que há 15 minutos o médico tinha passado ali e ela estava com 7cm, mas que ela estava cansada pois foi internada às 6h da manhã. Então eu sugeri o banho, ela foi e ficou ajoelhada, se apoiando em mim quando a contração vinha. Ficamos no chuveiro por uns 10 minutos. De repente, ela ficou mais concentrada e começou a fazer força.
Sugeri que voltássemos para o leito, ela foi. Ficou de pé, acocorando na contração e recebendo massagem nas costas.
Chamei o médico e umas 3 contrações depois, ele pediu pra levarem-na para o CC. Lá dentro, ela continuava agitada e pedia desculpas por gritar, mas era incontrolável.
O expulsivo dela foi bem rápido. Semi sentada e sem ordem de fazer força, ela teve uma laceração mínima. Foi o único TP da noite.

12/05/06

Nascendo na cama...

Passei na maternidade durante a tarde e dei uns conselhos para a H. e a L.
Elas estavam lá, deitadas na cama, sem muito ânimo. Mas eu não pude ficar. Voltei as 18h e a H. tinha progredido bem.
Sugeri um banho, ela aceitou. Ainda no chuveiro, ela disse: Tõ sentindo uma bolota aqui (colocando a mão na vagina). Ajudei-a a sair do banheiro e fui chamar o residente. Ele disse que era provável que fosse a bolsa dela, já que ainda não tinha rompido...
Ela voltou pra cama, ele a examinou e mandou chamar a maca. Saiu, eu fui atrás, mas não deu nem tempo de dar dois passos. A mãe dela me chamou. Voltei e tinha uma bolha saindo. Pedi pra ela tentar não fazer força e corri no corredor, pedindo pra chamarem o residente de volta, por que não ia dar tempo de ir para o CC.
Ela fazia força e a bolsa vinha, íntegra, dava pra ver a cabeça do bebê lá dentro... Quando finalmente forçou, a bolsa rompeu, cheia de mecônio e o C. saiu, com dias circulares de cordão. Quem aparou foi uma auxiliar de enfermagem, tremendo muito..rs.
Levaram o bebê e a mãe ficou, até limparem superficialmente e levarem-na para o CC, para suturar uma pequena laceração.
A avó ficou num misto de felicidade e angústia, sem saber se estava tudo bem, meio assustada com o parto na cama...

A L. estava no leito em frente e viu tudo. Ficou super assustada e eu levei o resto da noite pra convencê-la de que o que ela viu era normal e bonito. Mas ela não quis saber. Ficou impressionada mesmo.
E não colaborou nem um pouco com o próprio TP, passando por uma cesárea no dia seguinte.

E. chegou quase na hora que eu decidi ir embora, com 4cm e super animada. Estava acompanhada da irmã e não deu a menor atenção às coisas que eu disse.
Fui embora e não sei como foi a evolução e o parto.

05/05/06

Levei uma bronca...

Eu ia escrever com detalhes, mas acho que não é preciso expor este tipo de coisa...
Logo que eu cheguei, uma acompanhante, nervosa por causa da situação (a filha de 14 anos estava em TP), ficou irritada comigo, por que fui orientá-la a não sentar na cama (não pode, uai!).
Eu fiquei meio chateada, mas depois que tomei fôlego e voltei pro quarto, comecei a trabalhar com a R. como se nada tivesse acontecido e a mãe dela acabou ficando muito sem graça...
Mesmo com todo apoio e com bastante receptividade dela, o TP não evoluiu enquanto eu estive ali. O bebê nasceu no dia seguinte, de PN.

A B. estava em TP também e com 5cm quando cheguei. A evolução dela foi rápida. Rebolou na beira da cama, tomou banho, sentou na bola e recebeu massagem. Sentada na bola, de frente pra cama, eu atrás dela (sentada na escadinha), ela respirava concentrada nos intervalos e segurava minha mão com força nas contrações, mantendo o corpo ereto e quicando na bola.
O expulsivo foi super rápido também. O bebê saiu molinho, meio sem reação. O GO cortou o cordão rapidamente e o passou para a pediatra que parecia meio lenta pra atender. O bebê não respondeu de imediato e quem acelerou o atendimento, foi ele. Ficou ali, bombeando oxigênio e falando baixo com a pediatra. Eu tentei tranqüilizar a B., dizendo que nada de ruim estava acontecendo. Mas o fato é que o bebê precisou descer pra UTI.
Não sei o que aconteceu depois....

29/04/06

Nasceu hoje o Grupo Gesta Maringá.

Começou com um encontro modesto entre eu e três gestantes e segue como um grupo virtual.
É uma lista de discussão sobre gravidez, parto e amamentação, destinada às famílias de Maringá e região.

Para entrar no grupo, clique aqui.

28/04/06

Dia intenso...

Mas como hoje já é dia 20 de maio e eu não tinha conseguido escrever ainda, esqueci muitos detalhes.. Que meleca!
Foram quatro nascimentos a partir do momento que eu cheguei e 11 ao longo do dia!
É, a maternidade estava animada!

L. estava com 4cm quando chegou na maternidade, passou o TP inteiro chorando muito. Mas o choro não era de dor (não só de dor), era um choro de angústia, de solidão... Ela estava sem acompanhante e pouco acessível. Tentei em vão fazê-la se abrir, fazer com que falasse o que a afligia tanto, que o TP seria mais rápido e tranqüilo se ela conseguisse falar. Pude fazer muito pouco, mas fiquei com ela até o fim.
Depois que o bebê nasceu, o comportamento dela mudou, mas não foi pra melhor. Ela ficou arredia e dava pulos na mesa, fechando a perna, impedindo o GO de suturar uma pequena laceração. Ela estava muito alterada, parecia nem se dar conta de que o bebê já havia nascido. Precisou ser sedada para que a equipe concluísse o atendimento.
De volta ao quarto e já em condições de conversar, ela se abriu: o marido a abandonou quando ela engravidou, alegando que este bebê não era dele. E ela já tinha 2 filhas (gêmeas), com menos de 2 anos... e ela, com menos de 20.

Outra mulher, L. também, estava na maternidade há dois dias já. Caso típico de internação precoce. Tentaram a indução, mas ela não estava sentindo absolutamente nada. Ao final do dia, optaram pela cesárea e acabaram descobrindo um tumor enorme no útero.

P., grávida do terceiro bebê, os dois primeiros de parto normal, causou estranheza pela lentidão do progresso do TP. No entanto, entre 8cm e o nascimento, não deu nem 15 minutos. Ela demorou pra chegar em 8cm, mas quando chegou, foi a jato!

M., estava com a mãe, internada desde cedo, tomando soro, sem evolução satisfatória (segundo a visão da equipe). Ela e a mãe foram muito receptivas à minha presença e fizeram muitos exercícios juntas. O TP dela evoluiu bem depois disso.
Ela, com dilatação total e com vontade de fazer força, o bebê alto e as posições não ajudando a descida. Ela estava ficando cansada.
O setor estava bem agitado e o médico no CC. Pedi para uma enfermeira vir até o quarto e avaliar o que poderia ser feito. Ela fez um toque e sentiu algo estranho: dilatação total, bebê alto e ‘uma coisa muito dura logo após a entrada da vagina’... Acreditem! M. tinha o intestino preso e não ia ao banheiro há dias. Tinha um cocozão (desculpem o termo, não sabia como espressar) atrapalhando a descida do bebê!
Uns 15 minutos depois, o GO veio até a sala e removeu o obstáculo (colocando a mão na vagina, como se fosse fazer um toque e pressionando o conteúdo pra fora). Uma vez feito isso, a cabeça do bebê já apareceu e fomos todos para o CC.

Foram 2 PN’s com indução, 1 sem soro e os 3 sem epsiotomia.

18/04/06

Um pouco da minha rotina.

Eu chego na Santa Casa, passo na lanchonete e tomo um suco ou como alguma coisa. Depende do horário e da minha fome.
Depois vou para a maternidade, cumprimento o pessoal da equipe, dou uma olhada nos prontuários pra saber como estão as mulheres em TP e vou para a sala.
Apresento-me a todas, explico quem eu sou e o que eu faço ali. Isso só é possível quando elas estão todas em fase latente, ou se conseguem prestar alguma atenção em mim. Em geral, elas ficam aliviadas de saber que alguém vai acompanhá-las durante o processo.
Gosto de conversar um pouco, saber das expectativas, como foram partos anteriores, o quanto elas sabem sobre o que está acontecendo, quais foram as explicações que a equipe do hospital deu pra elas e tal.
Normalmente eu fico com a mulher que está em estágio mais avançado do TP ou com a que está precisando mais (sentindo mais dor), não raro a mais avançada é a mais dolorida...
Aproveito para explicar algumas coisas para as acompanhantes e em geral, elas acabam aceitando as dicas que eu dou e ajudam a parturiente também.
O clima na sala de TP, normamente é tenso. Percebo que com as explicações todos ficam mais tranqüilo, mais participativos. Apesar do momento ser sério e exigir concentração, muitas vezes damos boas risadas juntos, por que é natural que assuntos relativos a vida de todos apareçam. De forma geral, todo mundo consegue perceber o momento certo de calar.
Saio com elas para andar nos corredores, faço exercícios de quadril, agachamento, levo para o banho, aplico massagens, faço elas sentarem na bola e movimentarem o corpo. O que elas quiserem fazer, sempre oferecendo várias alternativas e respeitando o desejo delas também.
Levo uns hidratantes que ajudam a mão a deslizar melhor na pele durante a massagem, uso um relógio para contar as contrações e explicar pra elas a regularidade das dores e o desenrolar do processo, levo livros com fotos de parto e de TPs acompanhados por doulas e mostro para a acompanhante.
Quando chega a hora de ir para o CC, eu ajudo a colocar a mulher na maca, levo-a até a porta do centro cirúrgico junto com a enfermeira e vou me trocar. Para entrar no CC, preciso colocar uma roupa especial, touca, máscara e sapatinho.
Normalmente eu fico ao lado da mesa, falando palavras de encorajamento, segurando a mão da mulher e ajudando-a a erguer a cabeça quando ela sente vontade de fazer força. Nos últimos atendimentos, eu coloquei a almofada triangular pra ajudar a erguer o tronco e me posicionei atrás da mesa.
Depois que o bebê nasce, eu vou explicando o que a equipe da pediatria está fazendo com ele. Ou explico pra ela o que o médico está fazendo com ela: suturando epsiotomia ou laceração, esperando a placenta sair, etc.
Quando o bebê é levado para o berçário, eu saio do centro cirúrgico e vou ver o banho, junto com a família. Nesta hora, todo mundo está preocupado com o bebê, mas sempre lembram de perguntar da mãe, como ela se saiu no parto, se está bem , etc.
Em geral, eu volto para a sala de TP, para acompanhar a próxima mulher.
Quando elas voltam para o quarto, eu vou até elas para saber como estão, como sentiram o processo, etc. Quase 100% das vezes, elas estão bem, estão felizes e agradecem a companhia. Que eu me lembre só teve uma mulher que não estava achando graça nenhuma na experiência que viveu e sequer me olhou depois... Mas eu não acho isso ruim, eu respeito o sentimento delas, por que a experiência do parto é muito forte, não dá pra saber o que vai pela cabeça delas nesta hora....
Às vezes, eu ajudo no atendimento das consultas. Os médicos não devem ficar sozinhos com as mulheres na sala de consulta, então eu fico junto.
Quando está tudo tranqüilo, sem TPs, eu passo nos quartos e vejo se está tudo bem com as mulheres, se elas tem dúvidas sobre a amamentação, se o bebê está bem...
Raramente eu vou embora deixando uma mulher em TP pra trás. Eu costumo ficar até que todos os bebês nasçam e o mais tarde que eu saí de lá, foi 3 horas da manhã.
No caminho de volta (a pé, moro na mesma rua), vou avaliando pontos positivos e negativos, pensando no que vou escrever no blog. E vou sentindo também o cansaço do corpo, costas e braços doloridos, muitas vezes as pernas também.
Quando chego em casa, é minha vez de receber uma massagem....

14/04/06

Voltando ao trabalho...

Antes de eu sair de casa, Caco pediu que eu não demorasse, pois tinha um serviço pra terminar e precisava que eu ficasse com Pedro. Prometi voltar cedo....

Chegando lá, M. e A. no TP., mas M. numa boa e A., com soro, em TP avançado. Primeiro bebê, estava com a mãe, deitada de barriga pra cima, se contorcendo. A primeira coisa que eu fiz foi ligar o ventilador (vê se pode uma coisa dessa...), depois cheguei nela e convidei-a para um banho. Ela foi e aproveitou bem.
Depois não deitou mais, ficou de pé rebolando comigo, agachando, permanecendo de cócoras e prestando atenção nas contrações. Ela chegou a 10 rapidinho, mas o bebê demorou bastante pra descer. Quando faltava pouco pra descer, ela preferiu ficar ajoelhada na cama, escorando em mim durante as contrações. Nos intervalos, ela olhava pra mim, com aquele olhar distante e às vezes dizia que não ia conseguir, que queria desistir.
A mãe ficou ali do lado, agradecendo e incentivando, trazendo água e fazendo perguntas pra mim nos intervalos das contrações.
Quando decidiram que já era hora de ir para o CC, o cabelinho da T. já aparecia através da vulva.
Eu pedi (e o GO aceitou) para levar uma almofada triangular pro CC, pra colocar na mesa e assim elevar o tronco das parturientes durante o expulsivo. Além de facilitar a vida delas na hora de fazer força, ainda possibilita que elas tenham maior visibilidade quando o neném sai. Eu me coloquei atrás da almofada e fiquei ali, incentivando.
O enfermeiro que estava no CC nunca tinha me visto (é sempre uma senhora, que hoje não estava) e ele perguntou: quem é essa pessoa na cabeceira da mesa? O residente disse: é a doula. E ficou por isso mesmo. Imagino que o enfermeiro nem desconfie o que seja isso...
O expulsivo foi rápido, ela não teve epsiotomia, mas levou um pontinho. O bebê nasceu bem e ficou cerca de 10 minutos no colo dela até a pediatra levar pro berçário.

Voltando para o quarto, continuava a M. sem sentir dores... Era o terceiro filho dela, os dois primeiros nasceram de PN. Todos estranhavam o fato de o TP dela não engrenar. Ela estava com soro, já era a segunda bomba e nada. O residente decidiu estourar a bolsa dela e aí o TP engrenou.
Ela passou o TP todo na cama, sentada, perna de borboleta, balançando pra frente na contração. A evolução foi rápida depois disso. O expulsivo foi demorado e o bebê nasceu com Síndrome de Down. Aparentemente, ela não sabia...

Os dois bebês nasceram antes das 21h e um pouco depois, uma nova mulher foi admitida. Eu cheguei a ligar pro Caco pra saber se eu precisava mesmo voltar, por que se eu começasse a acompanha-la, teria que ficar até o final. E isso poderia durar umas longas horas....

Primípara, solteira e com 32 anos, a AP. me pareceu estar totalmente desconfortável no papel que exercia naquele momento. Ela se segurava toda durante as contrações, parecia que trabalhava contra o próprio corpo. Ela me surpreendeu muito, por que o comportamento dela é observado em TPs longos e sofridos, onde a mulher não faz muita coisa pra ajudar no processo. Mas o dela foi muito rápido. Em menos de 2 horas ela tinha dilatação total e o expulsivo foi super rápido também.
Depois, quando ela já estava de volta pro quarto, fui conversar com ela, falar da experiência e de coisas que nem deu tempo antes e ela ficou surpresa de saber que o TP dela foi rápido.

Curiosidade:
Todas as pessoas da equipe do hospital que entraram na sala de TP, me cumprimentaram, me chamando pelo nome.

30/03/06

A primeira cesárea.

Eu já tinha recebido o convite para acompanhar a cesárea de outras mulheres no voluntariado.

No plantão que eu vou, raramente um TP termina em cesárea. As cesáreas são raras e acontecem por fatores que determinam a necessidade antes do TP. Na verdade, elas chegam em início de trabalho de parto, mas já sabendo que vão fazer a cirurgia. Então não é comum que eu conheça a mulher, que tenha criado algum vínculo com ela.

A primeira cesárea que eu acompanhei, foi de uma adolescente, a B.

Eu ia resistir, mas ela chorou tanto quando recebeu a notícia da indicação, ela gritava que não queria e olhava pra mim como se eu pudesse fazer alguma coisa. Eu cheguei perto, segurei a mão dela e expliquei o que ia acontecer, que ela não precisava ter medo e ela me pediu pra entrar no Centro Cirúrgico com ela. Eu fui...

A minha limitação neste caso, tinha a ver com a minha própria história. Eu não fiz o escândalo que ela fez, mas chorei igual, por motivos diferentes. Eu sabia que ela precisa de mim naquele momento, mas foi muito difícil decidir, muito mesmo.

Naquela noite, tinha 4 mulheres em TP e chegou mais uma depois que eu entrei pro centro cirúrgico. Depois que ela foi levada para o CC, eu ainda acompanhei um PN na sala do lado.
Quando eu pude finalmente ficar com ela, o anestesista ainda estava preparando-a e como eu não o conheço, fiquei do lado de fora, espiando. Ela me olhava chorando e sussurrava: entra, por favor...

Fiquei ali, olhando os procedimentos e me vendo naquela situação.... Confesso que chorei também, um choro guardado a tempos e do qual eu nem mais lembrava.
Quando o anestesista terminou, o GO já estava na sala e me chamou pra entrar. Tomei fôlego e fui!

Eu já ouvi muita gente perguntar por que eu faço esse trabalho, ou se eu acho que a minha cesárea atrapalha o meu atendimento e até uns absurdos do tipo “você quer é que elas se dêem tão mal quanto você”, “seu interesse pelo processo é mórbido, parece que quer reviver a sua história infeliz, no PN dos outros”. É, tem quem fale este tipo de coisa.

Eu fiz o curso de doula antes de engravidar, então eu já queria fazer isso, antes mesmo de ter meu filho. Mas é claro que a minha experiência influencia meu trabalho. Acho que depois da minha cesárea, ficou ainda mais claro pra mim que as mulheres precisam saber como as coisas são, que elas podem e devem ter o controle sobre a própria gestação e sobre o próprio corpo.

Já se vão mais de 3 anos neste trabalho de conscientização, seja via internet, seja com as pessoas que eu conheço ou com quem eu tenho o privilégio de trocar algumas palavras, mesmo sem ter intimidade nenhuma. Eu não sou fanática pelo PN e sei bem a hora certa de me calar, por isso quando eu vejo que numa roda de mulheres não tem espaço para essa idéias, eu fico na minha. Lamento muito, mas fico na minha.

Enfim, acompanhar a cesárea da B., marcou um novo ponto de partida pra mim e curiosamente muitas coisas boas aconteceram desde então...

24/03/06

O tempo tem passado rápido demais e eu não estou conseguindo escrever os meus relatos!

Nas últimas semanas eu acompanhei 11 TP’s e 8 partos, incluindo a primeira cesárea.

Eu lembro vagamente os detalhes, acho que se eu for contar vou acabar misturando as histórias.
Eu sei que teve:

- uma mulher que estava sentindo o TP como algo muito sofrido e mesmo tendo acompanhante o tempo todo e a minha presença também, a experiência do parto foi não bacana pra ela. Mesmo depois do nascimento do bebê, ela ficou irritada, triste, etc...

- 2 adolescentes que passaram pelo TP de forma tranquila. Uma teve um PN bacana e a outra uma cesárea que pareceu não muito adequadamente indicada, Não entendi muito bem como aconteceu, mas depois de puxar o bebê, ele acabou voltando e caindo na cavidade abdominal... sinistro! Tinha MUITO mecônio. O bebê foi pra UTI, mas ficou tudo bem.

- um PN manteiga, cujo TP foi muito rápido. A mãe já tinha 2 PN’s anteriores.

- um TP tranqüilo e nada demorado, mas que deixou a mãe agoniada, por que o primeiro parto foi bem mais rápido.

- um TP lindo, onde a mulher se apoiou completamente em mim e a gente rebolou muito junto, inclusive embaixo do chuveiro. A mãe dela estava junto e chorava ao nos ver tão próximas. Foi muito legal, depois conversamos bastante sobre o trabalho da doula.

- TP e parto de uma mulher 2 vezes maior que eu. Todo mundo ficou agourando, dizendo que eu não ia dar conta de doular uma mulher ao grande... hehe Mas deu tudo certo!

- uma japa doida, de atendimento particular, cujo médico não estava no hospital (e acho que nem estava na cidade), que chegou com 4cm de dilatação e berrava que queria fazer cesárea de qualquer jeito!!!! E o desejo dela foi atendido!

Também tem outras coisas acontecendo no hospital...

O médico parece confiar cada vez mais no que eu faço e faz questão de deixar isso claro para a equipe. Ele disse para um dos residentes (na minha frente) que quando eu estiver lá, ele pode ficar despreocupado, pode deixar os TP’s rolarem sem intervenções, principalmente sem a bomba de soro.
Nos partos que eu acompanho, as episiotomias estão virando lenda.
Tem gente na enfermagem dizendo que eu devia ser contratada do hospital e tem gente que ainda me olha de cima abaixo, como se eu fosse um ET.

Fora do hospital, a pareceria com o médico ainda não engatou, mas é só uma questão de tempo, eu espero.

Acabei de voltar de São Paulo, onde fiz o curso de Educadora Perinatal, no GAMA. Estou cheia de idéias, cheia de energia e pronta pra recomeçar!

10/03/06

Denise e Giovana
Bárbara
Priscila e Enzo
Ivone e Maria Vitória

08/03/06



MULHERES SE ORGANIZAM CONTRA A BANALIZAÇÃO DA CESARIANA


Lançamento de site no Dia Internacional da Mulher é a primeira ação do grupo Parto do Princípio, que reúne 150 mulheres ativistas do parto normal em dez estados brasileiros e se prepara para lançar ONG No 08 de março, Dia Internacional da Mulher, será lançado o site do grupo Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa http://www.partodoprincipio.com.br/ .


O site oferecerá informação e 'apoio de mãe para mãe' para gestantes que desejam ter um parto normal, mas enfrentam inúmeros obstáculos no sistema obstétrico brasileiro, que registra altas taxas de cesariana (27% na rede pública e 80% na rede particular de saúde).

O site Parto do Princípio estréia com a apresentação dos trabalhos do grupo e um convite para mulheres de todo o país participarem da 'rede pela maternidade ativa'.

Em breve, o site lançará também uma galeria de relatos de partos normais hospitales, domiciliares e cesarianas, textos sobre a importância de se promover a 'escolha informada' da mulher, uma enquete sobre como as mulheres que tiveram partos normais percebem essa experiência.

E, claro, muitos artigos escritos pelas próprias integrantes da rede com informação adequada, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, sobre gravidez, parto e pós-parto. Haverá ainda um grande banco de imagens de todos os tipos de partos, uma lista de profissionais humanizados em todo o Brasil, um serviço de apoio online 24 horas, programas educativos de rádio para download, uma seção especial para a imprensa (com pesquisas científicas, sugestões de pauta e imagens de divulgação), textos sobre experiências de sucesso na assistência à gravidez e parto pelo mundo afora, debates entre especialistas, produtos exclusivos da marca Parto do Princípio (camisetas, sacolas, adesivos, cartazes) e uma seção científica com todas as recomendações da Medicina Baseada em Evidências e da Organização Mundial de Saúde.

"A gente quer oferecer apoio de mãe para mãe para mulheres que estão ou planejam estar grávidas em todo o país", diz Ingrid Lotfi, uma das idealizadoras do movimento. "Uma de nós estará sempre disponível pra conversar e esclarecer dúvidas pelo site, telefone ou mesmo presencialmente", diz Ingrid. "A sensibilidade é a chave do nosso projeto", diz Andreza, enfermeira de 24 anos, que não tem filhos, mas está participando da rede.

O lançamento do site é a primeira de uma série de ações previstas pelo grupo Parto do Princípio, que já reúne 150 mulheres voluntárias espalhadas em nove estados brasileiros mais o Distrito Federal (SP, RJ, MG, BA, PR, RS, CE, SC, ES, AM, PE), trabalhando diariamente pela Internet. Por enquanto, a principal meta da rede de mulheres é ser uma ONG para representar 'a voz das mulheres' na luta pela melhoria das condições de atendimento ao parto no país.


Entre as ações previstas estão:


- Promover encontros presenciais gratuitos de apoio e discussão sobre gravidez, parto e pós-parto em todas as cidades onde exista uma representante da rede.


- Articular toda a rede de mulheres para enviar críticas e reclamações para os veículos de comunicação que divulgarem informações equivocadas sobre gravidez e parto.


- Conquistar espaço na mídia para divulgar informação de qualidade, alinhada com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, em jornais, revistas, programas femininos na TV, no rádio e na Internet.


- Produzir uma cartilha para divulgação dos benefícios e procedimentos do parto normal e natural.


- Oferecer material de divulgação e realizar palestras com informação de qualidade em comunidades locais (igrejas, empresas, escolas, etc).


- Representar a 'voz das mulheres que buscam um parto normal e humanizado' em eventos de saúde da mulher, saúde infantil e saúde reprodutiva como congressos, conferências médicas, feiras, entre outros.


- Produzir vídeos e programas de rádio educativos para distribuição e veiculação gratuitas em todo o Brasil.


- Produzir campanhas contra o desrespeito e descumprimento dos direitos da mulher nas instituições públicas e particulares.


- Realizar um Congresso Anual para discussão de conquistas e metas das mulheres na luta pela humanização do nascimento e melhoria no atendimento ao parto no Brasil.


- Promover uma comissão política responsável pela elaboração de documentos, manifestos, abaixo-assinados e conquistar espaço para discussão de projetos de lei municipais, estaduais e federais.


- Fazer como as Mães da Plaza de Mayo, andar pelas ruas com cartazes de protesto: 'Chega de um acompanhante no máximo!', 'Chega destes índices criminosos de cesárea em hospitais privados!!' ou 'Nós não vamos pagar para nosso marido assistir o nascimento do nosso bebê!'

17/02/06 - 24/02/06 - 03/03/06

9 Tp's nesses dias.
Mas eu não escrevi sobre eles.