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1 de abril de 2003

Abril de 2003 - Curso de Manejo e Aleitamento Materno na Santa Casa.

Fui convidada para participar do curso de Manejo e Aleitamento Materno que a Santa Casa promove aos funcionários com o intuito de conseguir o título de Hospital Amigo da Criança.

Manejo e Promoção do Aleitamento Materno.Santa Casa de Misericórdia de Maringá

Ivone da Silva Vechiatto – Enfermeira
Objetivos do curso:- incentivar a prática da amamentação
- promover a saúde materna
- diminuir o desmame precoce
- divulgar o serviço na prática do aleitamento materno no hospital
- garantir o direito à amamentação
- treinar a equipe de saúde
- conseguir o título de Hospital Amigo da Criança

Título de Hospital Amigo da CriançaDefinido em 1990 entre a OMS e a UNICEF

Promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, através da mobilização de funcionários de estabelecimentos de saúde, para que mudem condutas e rotinas responsáveis pelos elevados índices de desmame precoce.

A instituição deve atender a 5 requisitos prévios:
1 . Não estar respondendo a sindicância do Sistema de Saúde - SUS, nem ter sido condenado judicialmente, nos últimos 2 anos, em processo relativo a assistência prestada ao binômio mãe-filho.
2 . Dispor de responsável habilitado para a assistência à mulher e à criança na maternidade e sala de parto.
3 . Possuir comissão de estudo de morbimortalidade materna e neonatal implantada e atuante, que forneça, anualmente, ao setor competente da Secretaria Municipal de Saúde - SMS - e ou da Secretaria Estadual de Saúde - SES - as informações epidemiológicas e as iniciativas adotadas para a melhoria da assistência.
4 . Apresentar taxa de cesárea conforme o estabelecido pela SES, tendo como referência as regulamentações procedidas pelo MS.
5 . Apresentar tempo de permanência hospitalar mínima de 24 horas para parto normal e 48 horas para parto cesárea.

Além disso é necessário que o hospital:
- treine a equipe, ampliando a rede de agentes multiplicadores
- implante os 10 passos para mudar o perfil da instituição
- se empenhe em ações de incentivo ao aleitamento

10 passos para promover o aleitamento materno.
1 – Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, que deve ser rotineiramente transmitida à toda a equipe
2 – Treinar toda a equipe
3 – Informar todas as gestantes sobre as vantagens e o manejo do aleitamento
4 – Ajudar a mãe a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto
5 – Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, se vierem a ser separadas de seus filhos
6 – Não dar nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser se indicado pelo médico
7 – Alojamento conjunto, permitir que mães e filhos permaneçam juntos 24h por dia
8 – Encorajar o aleitamento sob livre demanda
9 – Não dar bicos artificiais ou chupetas à crianças amamentadas ao seio
10 – Encorajar grupos de apoio à amamentação, para onde as mães serão encaminhadas, logo depois da alta

Amélia Favoretto – Assistente social
História de vida.Colocações dos alunos à respeito do aleitamento materno, o que sabem e o que já ouviram outras pessoas falando, independente de ser verdade.
Pontos positivos e Negativos.

Dr. Weber Alexandre S. Moraes – ginecologista obstétra
Anatomia e fisiologia da mama
Desenvolvimento das mamas
Controle endócrino da função glandular da mama

Érica Iume - nutricionista
Composição nutricional do leite materno
Fases do leite
Como é o leite durante a mamada

Ivone da Silva Vechiatto - Enfermeira
Vantagens do aleitamento materno e desvantagem do leite artificial

Marcos Andrade - Enfermeiro
Mitos e as complicações ao aleitamento materno

Aureane Villacorta – Terapeuta ocupacional
Amamentação e vínculo afetivo

Dra. Vera Beltran - Pediatra
Fisiologia da sucção e complicações da não amamentação

Míriam Góes - Enfermeira
Doenças infecto contagiosas e uso de medicamentos X amamentação

Amélia Favoretto – Assistente social
Direitos da mulher

Mirian Góes – Enfermeira
Aconselhamento em amamentação
Técnicas de amamentação

28 de março de 2003

Encontro de Gestantes.

Estar cara a cara com a realidade leva os conceitos pelo chão. Não diminui a minha convicção de que o trabalho que eu quero desenvolver tem fundamento, mas mexe com alguns valores.

O grupo contava com 18 gestantes acima de 7 meses. A IMENSA maioria ouviu as orientações da enfermeira do hospital, como grandes novidades. Sobre tudo: se tem que levar roupa delas e pro bebê, passando pela identificação da dor e a hora de ir para o hospital, até o registro do filho em cartório, etc.

Estas mulheres não tem a MENOR noção do que vai acontecer com elas, não sabem como se portar, não sabem do que tem direito, se bobear não sabem nem como foi que engravidaram.

Analisando isso tudo, fica fácil entender por que é que a gente permitiu que a tecnocracia se instalasse. Os nossos médicos, as nossas instituições são detentores da informação e logo, detentores do poder. E fazem o que bem entendem, sem serem questionados e sem precisar dar satisfação pra ninguém.

Todas estas mulheres estão fazendo pré natal em postos de saúde e chegaram até o 7º, 8º mês, sem saber de coisas básicas, como a dor, as contrações, o por quê do parto normal, benefícios da amamentação. Um monte de coisas...e o que é que custa pro posto de saúde despender um pouco da atenção deles com estas mulheres? Infelizmente a classe dominante se favorece da nossa ignorância.

Mas tirando isso, o encontro foi legal. A enfermeira responsável por atendê-las é muito bacana, particularmente apaixonada e defensora do parto normal. Ela tem muito mais informação do que o tempo permite fornecer e talvez, mais do que as gestantes estejam prontas pra receber.