Mulher demais....
2 mulheres estavam em TP.
Logo que eu cheguei, nenhuma das duas estava sentindo muita coisa. Mas a V., estava enrolada em cobertas, encolhida e sentindo muita pena de si mesma. A mãe dela também estava deixando o clima bem pesado, falando de dor e sofrimento o tempo todo. Conversei muito com as duas sobre esta postura, mas não adiantou muito e de vez em quando a sogra também entrava pra reforçar o coro.
De qualquer maneira, consegui tirá-la daquela cama um pouco, ela tomou banho, tentou fazer alguns exercícios, sentou na bola, etc. Mas apesar da evolução dela estar boa, nada diferente do esperado, ela não acreditava nisso. Pra ela, estava demorando demais e iam todos sofrer muito, uma tragédia anunciada!
Não sei o que aconteceu na portaria, por que não deixam passar mais de um acompanhante por paciente, mas a sala de TP tava uma bagunça neste dia! O GO veio e mandou os excessos embora, mas a sogra da V. conseguiu voltar!!!
A maternidade estava lotada e tinha mulher que já tinha parido, alojada na sala de TP, com neném e acompanhante, um converseiro, um barulho, ninguém merece.
Enfim, a V. acabou encaminhada pra uma cesárea. Por que já era quase meia noite, o TP deu uma estacionada, ela estava reagindo mal (psicologicamente), a mãe pressionando, a sogra também... Aff!
Enquanto eu tentava atender a V. (que não queria muita conversa e além de tudo, colocava a culpa do sofrimento do TP no fato de ser obesa), eu acudia a J. também.
Segundo bebê, ela não relatou contrações intensas em nenhum momento. Quando cheguei ela estava deitada, aceitou tomar um longo banho e ficar numa posição verticalizada. Ela respirava com um certo ritmo e isso ajudava a ter algum controle sobre as contrações.
Também ficou na bola, quicando e achando graça. Logo ela sentiu vontade de fazer força e quando vieram tocar, o bebê já estava no canal de parto. Fomos para o centro cirúrgico e ela não precisou fazer força durante o expulsivo, embora estivesse sendo assistida por um estagiário (e o residente) e o cara não tivesse muito domínio da coisa... nervoso, trêmulo, falando bobagens... ai, ai...
Eu já estava querendo ir embora, quando passei pela sala de espera e dei com duas barrigudas (uma conhecida e outra não). A conhecida é a C., já falei dela aqui, vive no hospital, por conta de uma infecção urinária que não sara nunca.
A K. estava com contrações próximas e ritmadas. Segundo bebê também. E quando o residente tocou, constatou uma dilatação de 9cm. Aí, caiu na besteira de levar ela direto pro CC. Lá as contrações pararam completamente. Fizeram ela deitar e colocar as pernas no estribo, antes da dilatação completa. Quando eu cheguei no CC, ela já estava assim e eu não tenho tanta moral pra mudar uma situação já definida... Se pelo menos fosse o GO e não residente, eu teria tentado.
Mas enfim, durante as contrações ela não tinha o que fazer, além de gritar, por que não tinha mobilidade nenhuma, nenhum controle. Eles fizeram tudo errado desta vez, pedindo pra ela empurrar, forçando o término da dilatação. Na hora de aparar, o cara mal pegava no bebê direito, aquilo demorou uma eternidade! Eu detestei presenciar isso.... E nem tive tempo de conversar com o GO sobre o que aconteceu!
Mas no fim, uma laceração bem pequena e um bebê saudável...
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1 de outubro de 2008
09/06/06
Era noite de lua, mas a maternidade tava vazia...
Eu mal tive tempo de chegar, não li o prontuário e já fiquei com a A., TP avançado, dores lombares intensas, pedindo ajuda... Ela parecia uma gata, subia e descia do leito como se nem estivesse com aquela barrigona.
Eu disse pra ela o que ia fazer e que se ela aceitasse, se quisesse se ajudar, ia ser muito bom. Ela nem pestanejou.
Saiu da cama, acocorou durante a primeira contração, mas ainda muito tensa, pedia pelo amor de deus pra eu fazer alguma coisa, ela se mexia muito rápido, parecia que ia sair correndo a qualquer momento... No intervalo eu pedi pra ela se acalmar, que eu faria tudo o que eu pudesse, que as contrações não iam desaparecer, mas que ela podia aprender a lidar com elas e tal.
Ela disse que há 15 minutos o médico tinha passado ali e ela estava com 7cm, mas que ela estava cansada pois foi internada às 6h da manhã. Então eu sugeri o banho, ela foi e ficou ajoelhada, se apoiando em mim quando a contração vinha. Ficamos no chuveiro por uns 10 minutos. De repente, ela ficou mais concentrada e começou a fazer força.
Sugeri que voltássemos para o leito, ela foi. Ficou de pé, acocorando na contração e recebendo massagem nas costas.
Chamei o médico e umas 3 contrações depois, ele pediu pra levarem-na para o CC. Lá dentro, ela continuava agitada e pedia desculpas por gritar, mas era incontrolável.
O expulsivo dela foi bem rápido. Semi sentada e sem ordem de fazer força, ela teve uma laceração mínima. Foi o único TP da noite.
Eu mal tive tempo de chegar, não li o prontuário e já fiquei com a A., TP avançado, dores lombares intensas, pedindo ajuda... Ela parecia uma gata, subia e descia do leito como se nem estivesse com aquela barrigona.
Eu disse pra ela o que ia fazer e que se ela aceitasse, se quisesse se ajudar, ia ser muito bom. Ela nem pestanejou.
Saiu da cama, acocorou durante a primeira contração, mas ainda muito tensa, pedia pelo amor de deus pra eu fazer alguma coisa, ela se mexia muito rápido, parecia que ia sair correndo a qualquer momento... No intervalo eu pedi pra ela se acalmar, que eu faria tudo o que eu pudesse, que as contrações não iam desaparecer, mas que ela podia aprender a lidar com elas e tal.
Ela disse que há 15 minutos o médico tinha passado ali e ela estava com 7cm, mas que ela estava cansada pois foi internada às 6h da manhã. Então eu sugeri o banho, ela foi e ficou ajoelhada, se apoiando em mim quando a contração vinha. Ficamos no chuveiro por uns 10 minutos. De repente, ela ficou mais concentrada e começou a fazer força.
Sugeri que voltássemos para o leito, ela foi. Ficou de pé, acocorando na contração e recebendo massagem nas costas.
Chamei o médico e umas 3 contrações depois, ele pediu pra levarem-na para o CC. Lá dentro, ela continuava agitada e pedia desculpas por gritar, mas era incontrolável.
O expulsivo dela foi bem rápido. Semi sentada e sem ordem de fazer força, ela teve uma laceração mínima. Foi o único TP da noite.
12/05/06
Nascendo na cama...
Passei na maternidade durante a tarde e dei uns conselhos para a H. e a L.
Elas estavam lá, deitadas na cama, sem muito ânimo. Mas eu não pude ficar. Voltei as 18h e a H. tinha progredido bem.
Sugeri um banho, ela aceitou. Ainda no chuveiro, ela disse: Tõ sentindo uma bolota aqui (colocando a mão na vagina). Ajudei-a a sair do banheiro e fui chamar o residente. Ele disse que era provável que fosse a bolsa dela, já que ainda não tinha rompido...
Ela voltou pra cama, ele a examinou e mandou chamar a maca. Saiu, eu fui atrás, mas não deu nem tempo de dar dois passos. A mãe dela me chamou. Voltei e tinha uma bolha saindo. Pedi pra ela tentar não fazer força e corri no corredor, pedindo pra chamarem o residente de volta, por que não ia dar tempo de ir para o CC.
Ela fazia força e a bolsa vinha, íntegra, dava pra ver a cabeça do bebê lá dentro... Quando finalmente forçou, a bolsa rompeu, cheia de mecônio e o C. saiu, com dias circulares de cordão. Quem aparou foi uma auxiliar de enfermagem, tremendo muito..rs.
Levaram o bebê e a mãe ficou, até limparem superficialmente e levarem-na para o CC, para suturar uma pequena laceração.
A avó ficou num misto de felicidade e angústia, sem saber se estava tudo bem, meio assustada com o parto na cama...
A L. estava no leito em frente e viu tudo. Ficou super assustada e eu levei o resto da noite pra convencê-la de que o que ela viu era normal e bonito. Mas ela não quis saber. Ficou impressionada mesmo.
E não colaborou nem um pouco com o próprio TP, passando por uma cesárea no dia seguinte.
E. chegou quase na hora que eu decidi ir embora, com 4cm e super animada. Estava acompanhada da irmã e não deu a menor atenção às coisas que eu disse.
Fui embora e não sei como foi a evolução e o parto.
Passei na maternidade durante a tarde e dei uns conselhos para a H. e a L.
Elas estavam lá, deitadas na cama, sem muito ânimo. Mas eu não pude ficar. Voltei as 18h e a H. tinha progredido bem.
Sugeri um banho, ela aceitou. Ainda no chuveiro, ela disse: Tõ sentindo uma bolota aqui (colocando a mão na vagina). Ajudei-a a sair do banheiro e fui chamar o residente. Ele disse que era provável que fosse a bolsa dela, já que ainda não tinha rompido...
Ela voltou pra cama, ele a examinou e mandou chamar a maca. Saiu, eu fui atrás, mas não deu nem tempo de dar dois passos. A mãe dela me chamou. Voltei e tinha uma bolha saindo. Pedi pra ela tentar não fazer força e corri no corredor, pedindo pra chamarem o residente de volta, por que não ia dar tempo de ir para o CC.
Ela fazia força e a bolsa vinha, íntegra, dava pra ver a cabeça do bebê lá dentro... Quando finalmente forçou, a bolsa rompeu, cheia de mecônio e o C. saiu, com dias circulares de cordão. Quem aparou foi uma auxiliar de enfermagem, tremendo muito..rs.
Levaram o bebê e a mãe ficou, até limparem superficialmente e levarem-na para o CC, para suturar uma pequena laceração.
A avó ficou num misto de felicidade e angústia, sem saber se estava tudo bem, meio assustada com o parto na cama...
A L. estava no leito em frente e viu tudo. Ficou super assustada e eu levei o resto da noite pra convencê-la de que o que ela viu era normal e bonito. Mas ela não quis saber. Ficou impressionada mesmo.
E não colaborou nem um pouco com o próprio TP, passando por uma cesárea no dia seguinte.
E. chegou quase na hora que eu decidi ir embora, com 4cm e super animada. Estava acompanhada da irmã e não deu a menor atenção às coisas que eu disse.
Fui embora e não sei como foi a evolução e o parto.
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