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1 de outubro de 2008

05/05/06

Levei uma bronca...

Eu ia escrever com detalhes, mas acho que não é preciso expor este tipo de coisa...
Logo que eu cheguei, uma acompanhante, nervosa por causa da situação (a filha de 14 anos estava em TP), ficou irritada comigo, por que fui orientá-la a não sentar na cama (não pode, uai!).
Eu fiquei meio chateada, mas depois que tomei fôlego e voltei pro quarto, comecei a trabalhar com a R. como se nada tivesse acontecido e a mãe dela acabou ficando muito sem graça...
Mesmo com todo apoio e com bastante receptividade dela, o TP não evoluiu enquanto eu estive ali. O bebê nasceu no dia seguinte, de PN.

A B. estava em TP também e com 5cm quando cheguei. A evolução dela foi rápida. Rebolou na beira da cama, tomou banho, sentou na bola e recebeu massagem. Sentada na bola, de frente pra cama, eu atrás dela (sentada na escadinha), ela respirava concentrada nos intervalos e segurava minha mão com força nas contrações, mantendo o corpo ereto e quicando na bola.
O expulsivo foi super rápido também. O bebê saiu molinho, meio sem reação. O GO cortou o cordão rapidamente e o passou para a pediatra que parecia meio lenta pra atender. O bebê não respondeu de imediato e quem acelerou o atendimento, foi ele. Ficou ali, bombeando oxigênio e falando baixo com a pediatra. Eu tentei tranqüilizar a B., dizendo que nada de ruim estava acontecendo. Mas o fato é que o bebê precisou descer pra UTI.
Não sei o que aconteceu depois....

5 de abril de 2008

16/09/2005

Ainda amamentação.

Esta noite não tinha ninguém em TP.

R., 16 anos, 4 meses de gestação, com suspeita de infecção urinária, ficou internada. Mas antes disso, conversamos bastante, por que ela estava bem assustada, com medo de perder o bebê...Depois, fui ao quarto com ela, onde havia outras 3 mulheres recém paridas.

A T. dormia, a M. estava de pé, embalando o bebê e a outra T., amamentando. Começamos um papo sobre amamentação, se o bebê estava mamando bem, se outros filhos mamaram, etc.

A T. contando que o primeiro filho mamou até 7 meses e largou sozinho. Mas o pediatra mandou ela dar Nestogeno depois disso e quando o Nestogeno parou de sustentar o menino, ela passou a dar Ninho com Mucilon. Perguntei por que e ela disse que o pediatra mandou e ela obedeceu... Tentei fazer uma reflexão com ela, sobre a desimportância do leite de vaca nas nossas vidas, mas palavra de pediatra, é sagrada!

A M., primípara, 40 anos, ficou só ouvindo e concordando ou discordando de uma e outra coisa. Perguntei se o menino estava mamando bem e ela ficou meio encabulada, disse que não, que achava que não sabia como fazer ou que ele não estava com fome. Mas disse que estava cansada, por que não tinha dormido desde que ele nasceu, preocupada com isso e por causa do choro dele. Perguntei se ela queria ajuda e diante da afirmativa começamos...Ela sentou na cama e massageou bem o seio esquerdo, que estava duro de tão cheio. O bico dela era muito grande, não comprido, mas largo. Ajudei-a a ordenhar um pouco o seio e ela ficou maravilhada ao ver o leite sair. Em seguida ela deitou de lado e eu acomodei o menino, segurando a cabeça dele. Ficamos muito tempo tentando fazer o J. pegar o seio. Enquanto isso eu ia falando sobre pega, vínculo e a importância do peito. Só conseguimos mesmo, quando ele decidiu chorar e abriu um bocão capaz de abocanhar o bico grande da mãe. Ele ficou um tempinho chorando com o peito na boca. Parou, respirou e deu uma enorme sugada! Ela se assustou, mas disse que não estava doendo... e riu! Fiquei ali um tempo ainda, ela feliz, o menino mamando de babar. Saí e voltei umas 3 vezes. Na terceira, os dois estavam dormindo. Cara a cara, como dois amantes!

Por causa do dia tranqüilo, o médico, o residente e as enfermeiras estavam todos reunidos no posto da enfermagem. Eu no meio... Hoje conversamos muito sobre procedimentos, ele me contou sobre o início de carreira dele, de alguns momentos difíceis vividos no CC. Eu falei sobre o curso de doula, sobre as listas, enfim... das coisas que eu conheço. Foi muito legal e deu oportunidade para os demais perceberem que eu não sou só uma voluntária, sou uma doula voluntária. Ficaram curiosas, fizeram perguntas, etc.

Um pouco antes de eu ir embora, aparece uma avó com o neto recém nascido nos braços e pergunta: -Onde eu posso pegar um chazinho pra ele?A maternidade pratica alojamento conjunto e incentiva o aleitamento, mas individualmente quem manda mesmo é o pediatra. Nos casos de paciente particular, a berçarista só segue o que o pediatra prescreve. E neste caso, tinha mesmo deixado a recomendação de dar o tal chá, caso a mãe não estivesse conseguindo amamentar. Só que e o menino estava dormindo, nem chorava. E eu não vi ninguém ir até lá ver como estava essa relação, se a moça estava oferecendo, se sabia como fazer.... Até comecei a dizer (para a vó) que não precisava, mas como eu disse: a pediatra mandou....